Caminha, enfim, o Pacto pelo Rio Grande
Apesar do impacto das declarações do consultor contratado a peso de ouro por um grupo de empresários pesos-pesados do Estado, que declarou que o governo tem sua culpa pela situação de dificuldades por que passa o Rio Grande do Sul, o Pacto pelo Rio Grande, patrocinado pela Assembléia Legislativa, segue seu curso.
Parece consensual, aliás, que se algo não for feito, independente de ser situação ou oposição, o Estado vai falir, meeeesmo. A própria fala do consultor, Vicente Falconi, foi contraditada pelo deputado Cézar Busatto, coordenador das discussões, a pedido do presidente da AL, Luiz Fernando Zachia. Além de absolver Germano Rigotto, fez o mesmo com os governadores anteriores todos interessados no desenvolvimento do Rio Grande.
Das discussões desta segunda-feira, no quinto de uma série de seminários, compareceram dirigentes de universidades gaúchas, inclusive o vice-reitor da UFSM, Felipe Muller, e o ex-reitor da instituição, Paulo Sarkis, este na função de consultor do projeto.
Reproduzo, a seguir, trecho de reportagens acerca do encontro de hoje, oriundas respectivamente da assessoria de imprensa da UFSM e da agência de notícias da Assembléia Legislativa neste caso, assinada pelas jornalistas Daniela Bordinhão e Marcela Santos. Atenção: no caso da nota da AI/UFSM, ela precedeu o encontro; e a da AN/AL, informou os resultados. Confira
Vice-reitor participa de seminário do Pacto pelo Rio Grande
O vice-reitor da UFSM, Felipe Müller, participa hoje, em Porto Alegre, de um seminário promovido pelos organizadores do projeto Pacto pelo Rio Grande Responsabilidade de Todos. O seminário é destinado aos dirigentes de instituições de ensino superior – Fórum de Reitores – e tem como objetivo construir uma agenda mínima de medidas capazes de enfrentar, a curto prazo, os problemas estruturais enfrentados pelo Rio Grande do Sul nas últimas décadas.
Desde seu lançamento, no último mês de maio, o Pacto promove encontros e seminários para buscar saídas para a retomada do desenvolvimento do Estado. Para que isso se torne uma realidade, é fundamental a participação das instituições de ensino superior, diz o vice-reitor.
Para este quinto encontro, dirigentes das 28 instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul foram convidados pela coordenação do projeto para apresentarem as suas sugestões dentro dos três temas básicos propostos pelo pacto: déficit estrutural e crise financeira, modernização da gestão pública e estratégias de desenvolvimento econômico, social e ambiental…
Fórum de Reitores destaca estímulo à ciência e tecnologia
O quinto seminário institucional do Pacto pelo Rio Grande, realizado nesta segunda-feira (19), contou com a participação de dirigentes de diversas instituições de ensino superior do Rio Grande do Sul. No encontro, foi definida a metodologia de trabalho a ser utilizada para elaboração das propostas das universidades e faculdades. Foi estabelecido o sistema misto, em que serão consideradas as contribuições individuais ou de grupo, que devem ser encaminhadas à comissão do pacto até o dia 14 de julho. Os professores Pedro Bandeira, Pedro Anceles e Roberto da Luz serão os sistematizadores do processo.
O coordenador executivo do projeto, deputado Cézar Busatto (PPS), adiantou algumas idéias que deverão ser detalhadas no documento a ser entregue no dia 14. “As universidades gaúchas desejam uma política estratégica para impulsionar a ciência e a tecnologia”, afirmou. “Podemos observar, neste encontro, uma aproximação das instituições com o poder público, estabelecendo uma parceria em favor do Rio Grande”, disse Busatto. Segundo ele, também foi destacada a necessidade de recuperar a capacidade financeira, para que o Estado honre os compromissos constitucionais de investimentos de 1,5% da receita líquida na área.
Na abertura do evento, o presidente do Legislativo gaúcho, deputado Fernando Záchia (PMDB), destacou a importância da participação dos representantes do ensino superior nos debates do fórum. “Sem este envolvimento, seria impensável se fazer um pacto, afinal o conhecimento disponível em nossas instituições universitárias é o potencial que pode fazer a diferença”, comentou.
O consultor do projeto Paulo Sarkis coordenou as discussões. “Precisamos consolidar as contribuições, convencendo as entidades sobre a necessidade do pacto. O projeto deve se propagar em todas as áreas do conhecimento”, defendeu. Sarkis destacou que as universidades e as faculdades detêm um conhecimento e um potencial de colaboração em qualquer área e tema, que pode ser determinante. “Não poderíamos nos furtar desta contribuição. Diante deste…
SE DESEJAR ler a íntegra das duas notícias, pode fazê-lo acessando, respectivamente, na internet, as páginas da UFSM (www.ufsm.br) e da Assembléia Legislativa (www.al.rs.gov.br)





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