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ESTADO. Chapa de centro-esquerda é questão de ‘entender a conjuntura’, na visão de Juliana Brizola

Ela apareceu junto de Pretto pela primeira vez após PT definir apoio ao PDT

Primeira aparição pública da dupla como chapa de centro-esquerda para concorrer ao Piratini foi durante homenagem a Suplicy

Do jornal eletrônico SUL21 / Texto de Bettina Gehm e foto de Fernando dos Santos

A primeira aparição pública de Juliana Brizola (PDT) ao lado de Edegar Pretto (PT), provável chapa na disputa eleitoral ao Piratini, foi na noite de quinta-feira (16). Eles chegaram juntos para a cerimônia de entrega do título de Cidadão de Porto Alegre a Eduardo Suplicy na Câmara Municipal. A pedetista foi recebida calorosamente por parlamentares do PT na Casa antes de compor a mesa de convidados ao lado de Edegar.

Na manhã do mesmo diq, Edegar anunciou que aceita ser indicado para o posto de vice-governador na chapa encabeçada por Juliana. A decisão ocorre uma semana após o PT anunciar oficialmente que apoiaria a pedetista e, com isso, abrir mão da candidatura própria.

Suplicy comentou, durante sua fala, as movimentações recentes para a composição da chapa de centro-esquerda no RS: “está decidido, então?”. Neste momento, Juliana e Edegar levantaram as mãos juntas enquanto o público repetia “Lula lá, Juliana aqui”.

Em coletiva de imprensa, Juliana enfatizou que apesar de esta ser a primeira aparição pública com Edegar, os dois “já vinham conversando”. “Em primeiro lugar, eu quero agradecer a generosidade do Edegar por entender esse momento que vive a política brasileira. E o Rio Grande do Sul não é uma ilha. Essa conjunção das forças democráticas aqui no Rio Grande do Sul, acho que pode servir de exemplo para muitos outros estados no nosso país”.

Questionada se acredita que alguns aspectos da chapa ainda precisam ser melhor definidos, após um longo período de negociações para formação da frente de centro-esquerda, Juliana foi enfática: “Nós temos um caminho ainda pela frente, tempo para construir isso, se é que ficou alguma coisa para trás. Porque nós temos que olhar para a frente, o Rio Grande precisa de nós. Independente de partido, o que nós precisamos é ter um projeto de desenvolvimento para o nosso Estado, e é a isso que essa chapa está se propondo”.

Sobre a saída definitiva do PDT do governo Eduardo Leite no último dia 4, a pré-candidata afirmou que o partido participou do governo “numa outra conjuntura”. “Hoje a conjuntura é completamente diferente e a gente tem que se adaptar aos tempos da política. O meu avô Leonel Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva divergiram muitas vezes e Brizola, na sua grandeza, levanta o braço de Lula e dá pra ele 70% dos votos do Rio Grande do Sul. Porque entendeu a conjuntura, assim como depois também foi vice de Lula, porque entendia a conjuntura. A conjuntura é o mais importante hoje”, salientou.

Juliana afirmou ainda que a chapa está numa tarefa de “resgatar a política para o seu devido lugar, que é servindo as pessoas”. Questionada sobre como a chapa pretende construir um programa de governo, a pré-candidata disse que “o PDT já vinha desenvolvendo algo, o PT também já tem algo, agora é o momento da coordenação de campanha se entrosar, e isso aos poucos vai se dar”.

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