JK Rowling, o novo Harry Potter e o movimento radfem – por Elen Biguelini
Tristeza: alguém que “nos auxiliou a aceitar o diferente não aceita o diferente”

Quando J K Rowling trouxe ao mundo Harry Potter, seus leitores imaginavam que ela seria tão inclusiva quanto sua série supostamente se apresenta.
Atualmente, diversos críticos percebem que os sinais já estavam lá, escondidos nas páginas da saga, ou nas falas da autora. Mas outros foram surpreendidos com a incapacidade de aceitar o outro demonstrada pela autora.
No passado ela era um exemplo de sucesso que utiliza seu poder para melhorar o mundo, mas isto mudou quando ela revelou sua verdadeira opinião.
Ela participa de um movimento titulado RadFem, ou feminismo radical.
Mas as verdadeiras feministas não aceitam este movimento. Justamente porque ele é tão excludente quanto o machismo pelo qual lutam.
Dentre outras coisas, e aqui o mais importante em relação a autora de Harry Potter, uma das características mais marcantes do movimento radfem é a transfobia.
Radfems não aceitam homens nas suas reuniões, mas também não aceitam homens ou mulheres trans. Assim, excluem um grupo que sofre com o patriarcado tanto quanto elas.
Algumas feministas acham que a presença masculina em eventos feministas serve única e exclusivamente para que mulheres sejam assediadas, ignorando que há sim homens feministas e que eles são necessários. E observam mulheres trans como homens. Logo, as excluem do movimento feminista. Algumas chegam a aumentar a transfobia que existe no mundo, falando abertamente sobre o assunto, impedindo a participação de mulheres trans em eventos de mulheres ou fazendo verdadeiras campanhas transfóbicas.
Rowling, firme em sua opinião preconceituosa e transfóbica, chegou ao cumulo de patrocinar com os lucros da obra Harry Potter instituições de “cura”, ou seja, instituições que pretendem apagar a verdadeira essência das pessoas trans, transformando-as em zumbis “salvos” e infelizes. É a mais nova “cura gay”.
Aqueles que cresceram com suas obras ficaram chocados quando ela afirmou sua opinião. Primeiro vagarosamente, discretamente, sem que fosse realmente percebida, mas atualmente em alto tom.
Devido a isso, muitos de seus (ex)fãs se recusam a continuar perpetuando a fortuna que seria eventualmente usada para a violência contra as pessoas trans. Assim, não compram produtos oficiais ou livros novos.
É aqui que lembramos da nova adaptação de Harry Potter.
Aqueles que cresceram amando a saga, agora se recusam a assistir a nova série. Porque não desejam dar mais dinheiro para as instituições que Rowling opta por auxiliar monetariamente.
As crianças que estão envolvidas nesta produção têm sofrido até mesmo críticas por sua participação, sendo que são crianças e não têm compreensão da complexa discussão da qual acabaram se tornando o centro. No entanto os atores adultos, que sabem da controvérsia, recebem uma crítica merecida, pois sabem que ao participar estão corroborando com a transfobia da autora.
E agora uma grande leva de antigos fãs, que aprenderam por meio da saga a aceitar o diferente, se veem sem saber como conciliar em suas mentes os livros que os ajudaram na sua formação, e os preconceitos nas falas atuais de sua autora.
No passado um exemplo, agora uma vergonha.
A nova adaptação se torna muito problemática para seus leitores que não são transfóbicos e não querem auxiliar nos supostos tratamentos financiados por Rowling. Muitos não apenas não irão assistir, como irão recomendar a todos que não assistam.
Para além de controvérsia, traz tristeza pensar que alguém que nos auxiliou a sabermos a aceitar o diferente não aceita o diferente.
(*) Elen Biguelini é doutora em História (Universidade de Coimbra, 2017) e Mestre em Estudos Feministas (Universidade de Coimbra, 2012), tendo como foco a pesquisa na história das mulheres e da autoria feminina durante o século XIX. Ela escreve semanalmente aos domingos, no Site.





Você representa um péssimo exemplo de jornalismo a não ser seguido. Texto sem qualquer fundamento, pautado em achismo e opinião individual (que não agrega em nada).
Em outras palavras, recolha-se a sua insignificância!
Resumo da opera. Usando a serie como mote para propaganda ideologica. J. k. Howling faz sucesso no mundo inteiro, inclusive na China. E a série? Tendencia é ir mal. Bom afirmar isto antes do inicio para evitar que depois os boicotadores, que são a minoria da minoria, não cantem ‘vitoria’. Por que não vai dar certo? Porque é um produto que ninguém pediu. É reciclagem de conteudo. Alas, vão lançar outra obra derivada do ‘Senhor dos Anéis’. Mais ‘Vingadores’. Industria do audiovisual ianque não quer correr riscos apostando em algo novo e acaba perdendo dinheiro reciclando coisas que ninguém mais quer ver.
‘No passado um exemplo, agora uma vergonha.’ Kuakuakuakuakuakua! Julgamento de valor. Pessoal e intransferivel.
‘A nova adaptação se torna muito problemática para seus leitores que não são transfóbicos […]’. Não iriam assistir de qualquer forma. Vermelhos não consomem este tipo de fantasia. Vai contra a ideologia., não esta escancarada na obra. É necessario propaganda, as pessas não tem que interpretar, tem que simplesmente ‘absorver’. O mais importante é a sugestão de boicote, não querem que os outros assistam. Quem assistir é ‘transfobico’.
‘As crianças que estão envolvidas nesta produção têm sofrido até mesmo críticas por sua participação,[…]’. ‘No entanto os atores adultos, que sabem da controvérsia, recebem uma crítica merecida, […]’. Também já receberam. Maior ‘controversia’ a respeito da série é escalar Paapa Essiedu como Severus Snape. Primeiro porque o personagem é extremamente palido nos livros. Segundo porque vai acrescentar um elemento de conflito racial numa obra teoricamente infantil.
‘Aqueles que cresceram amando a saga, agora se recusam a assistir a nova série. Porque não desejam dar mais dinheiro para as instituições que Rowling opta por auxiliar monetariamente.’ São uns jenios. Ela já recebeu! Kuakuakuakuakuakua!
‘Rowling, firme em sua opinião preconceituosa e transfóbica, chegou ao cumulo de patrocinar com os lucros da obra Harry Potter instituições de “cura”,[…]’. Fake News até prova em contrario. Destruição de reputação.
‘Algumas chegam a aumentar a transfobia que existe no mundo, falando abertamente sobre o assunto,[…]’. Por isto existem assuntos que são tabu e não podem ser abordados. Autoritarismo da esquerda policiando o que os outros podem ou não podem debater. Porque não existe espaço para debate, existe só adesão a ‘causa’.
‘Ela participa de um movimento titulado RadFem, ou feminismo radical.’ Como se fosse um grupo organizado e não um rotulo. O que é ‘radfem’. Ajuda da IA, defendem que ‘o patriarcado — o controle sistêmico dos homens sobre as mulheres — é a causa principal da opressão das mulheres, e não apenas as desigualdades legais ou sociais’. Nunca vi ela usar a palavra patriarcado. Acuse-os do que vc faz, chame-os do que vc é.
‘No passado ela era um exemplo de sucesso que utiliza seu poder para melhorar o mundo […]’. Nunca vi declaração dela de que tinha como objetivo ‘melhorar’ o mundo.
‘Mas outros foram surpreendidos com a incapacidade de aceitar o outro demonstrada pela autora.’ Autora é contra a presença de trans em banheiros e vestiarios femininos. Contra a presença de trans em competições esportivas femininas onde a vantagem é evidente. E contra o uso de bloqueadores de puberdade em pré-adolescentes. Também contra o uso de hormonios de transição em crianças e adolescentes. Nada de irrazoavel.