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Ser ou não ser. O drama hamletiano do PSDB. O tucanato, definitivamente, está sem rumo

Tomemos Santa Maria, para exemplificar. O que é o PSDB? Tirante os adesistas de última hora – consta que um peixe graúdo do PMDB está a fim de se bandear para o tucanato, em busca de mais espaço; o que quer dizer cargo no governo estadual -, é uma sigla de estrelas.

 

Que se acrescente: vistosas estrelas. A começar pelo vereador Jorge Pozzobom, que fez 30 mil votos na cidade no último pleito para a Câmara dos Deputados. E a terminar pelo presidente da sub-secção da OAB, Ricardo Jobim – que já foi testado nas urnas para um cargo majoritário, ao concorrer, em 2004, como vice do pepista José Farret.

 

Sim, terminar. Depois dos líderes, dos quais o presidente da sigla, Álvaro Rochedo é apenas (por enquanto) representante, militância partidária é o que falta. Há os apoiadores de um e outro nome, mas não do tucanato. Com as exceções que, muito provavelmente, não caibam nos dedos de duas mãos. Ok, ok, inclua os pés nesta conta.

 

E no Estado? O que é o tucanato? Hein? Exatamente a mesma coisa que Santa Maria, uma sigla de estrelas. Ralas estrelas. Embora luzidias, como a própria governadora Yeda Crusius e o deputado federal Júlio Redecker. Acrescentando-se, talvez, o edil estadual Marchezan Júnior. E paremos por aí. Uma outra, o caxiense Ruy Pauleti, que conquistou mandato federal, é abominado pelos que mandam. E ponto.

 

Você acha que no país é diferente? Nem mesmo os líderes entendem assim. Do contrário não estariam tão divididos (confira, no final deste texto, as sugestões de leitura). De um lado, os pragmáticos, a começar pelos governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), mais interessados em fazer boas administrações e manter boas relações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E ambos mirando em 2010 e seus projetos político-pessoais. E de outro os que querem ser oposição meeeeesmo. Mas são, aparentemente, minoria.

 

Ah, e no meio, um grupo de interessados em fazer dos tucanos os militantes em favor da classe média. Hein? Vou repetir: hein? Pois é, tem. Não, não é a elite, mas a classe média. Então, tá.

 

Diante do acima exposto, diga você: não estaria na hora de chamar o Willian? É, aquele, o britânico. O Schakespeare. Não? Ok, você decide.

 

EM TEMPO: desconheça cada palavra escrita acima, e chame o (nem sempre) autor das linhas supra de maluco, ou do que desejar, se você acreditar que a vitória de Yeda Crusius, em 2006, e que a tornou governadora de todos os gaúchos, foi fruto de uma azeitada máquina partidária, repleta de militantes tucanos.

 

SUGESTÃO DE LEITURAconfira aqui o que, sob o título “Pau puro no ninho”, escreve Helena Chagas, comentarista do SBT, no Blog dos Blogs.

E confira também a nota “PSDB quer se tornar partido da classe média”, publicada pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, em sua página na internet.

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