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Observatório. Em poucos instantes, leia a versão original da coluna deste sábado, 9 de agosto

 “VEM AÍ UMA CAMPANHA, VÁ LÁ, CIENTÍFICA”

 

 

PODE ANOTAR: candidatos a prefeito – se o troco hoje escasso aparecer – farão uma campanha, digamos, científica, com direito inclusive a pesquisas quantitativas e (também) qualitativas especialmente contratadas.

 

 

                       

“SEM OFENSAS; SÃO APENAS PERGUNTINHAS” 

 

 

Até que ponto o afastamento de Brasília, para fazer campanha em Santa Maria, e não participar de sessões deliberativas (como as acontecidas nesta semana) pode fazer estragos na imagem do candidato? Ou, ao reverso, estar presente nas deliberações (ausentando-se do corpo-a-corpo local) ajuda ou prejudica o candidato? No primeiro caso, aqui se trata de Cezar Schirmer. No segundo, de Paulo Pimenta. E aí? Você responde.

 

 

 

“SOBRE UM FATO, PORÉM, A RESPOSTA É FÁCIL”

 

 

Sobram poucas dúvidas sobre o “faturamento” de Paulo Pimenta, por ter participado  (intermediado?) ativamente da reunião que levou a Advocacia-Geral da União, com a presença do próprio Advogado Geral, José Toffoli, a avocar para si o cálculo de benefício já concedido pela Justiça e que significará um troco e tanto para os servidores da UFSM.

 

Não se sabe ainda quanto, mas parece certo que os cerca de 2 mil beneficiados dividirão uma bolada no mínimo superior aos R$ 15 milhões estimados pela Universidade. Ainda que menos que os R$ 90 milhões pleiteados na ação judicial já vencida.

 

 

                       

“A SOBRA DE OTIMISMO NO FRENTÃO”

 

 

Articuladores da campanha de Cezar Schirmer, e aficcionados históricos do peemedebismo não escondem o otimismo com o pleito que se aproxima. De um lado, se mostram satisfeitos com a receptividade das reuniões públicas (ou nem tanto) de que participam. De outro, entusiasmam-se com a participação do vice, José Farret.

 

Estão preocupados, e não escondem, com apenas um problema. E não é pequeno: a dificuldade para arrecadar os recursos destinados a bancar a campanha. Mas até isso, no contato direto com os militantes, parece ser um pormenor. A ser removido.

 

 

                       

“ESPAÇOS DEFINIDOS NA PONTE EVANDRO BEHR”

 

 

Confira na manhã deste sábado. Os militantes da Frente de Esquerda, da candidata Sandra Feltrin, desde o primeiro final de semana de campanha, tomaram conta das laterais da ponte sobre o Viaduto Evandro Behr, na boca do Calçadão Salvador Isaía.

 

Enquanto isso, o restante do mesmo espaço físico é ocupado prioritariamente pelos pimentistas, mas há schirmistas cruzando por ali. Da mesma forma, no outro lado do Calçadão, há (até o último sábado, ao menos), predomínio também do petista.

 

Os schirmistas, por sua vez, afora se achegarem ao centro geográfico da antiga primeira quadra, procuram circular, de forma a ganhar maior visibilidade.

 

Nunca é demais repetir: dificilmente alguém ganha voto com essa movimentação toda. Mas há garantia de boas imagens para a televisão.

 

 

 

“SONHAR? ORA, DESDE QUE NÃO SE ATRAPALHE NINGUÉM, QUE MAL TEM…”

 

 

A seção “Não custa lembrar”

 

 

Em 9 de setembro de 2000:

 

“Sonhar é bom – Detentor de só uma entre as mais de 500 cadeiras na Câmara dos Deputados, o minúsculo PHS (Partido Humanista da Solidariedade) é bastante pretencioso. Seu Quixote e único parlamentar, Roberto Argenta, fala, com convicção inabalável, que a meta é eleger nada menos que 60 deputados federais dentro de dois anos. Empresário, oriundo do PFL, Argenta acredita que seu partido, afora as propostas inovadoras, sabe administrar seu futuro como se uma empresa fosse. E adotando métodos de gestão fundados em estratégias mercadológicas. Boa sorte.”

 

Hoje:

 

Passados exatos 8 anos, menos  um mês, da nota ao lado, procurando pelo PHS na internet, o colunista descobriu, resumidamente, que a agremiação só tem dois deputados federais – um eleito pelos cariocas, outro pelos mineiros. E ao menos um deputado estadual – no Rio Grande do Norte. Se há outros, são poucos. O que isso quer dizer? Nada. Exceto, quem sabe, que não é fácil construir um partido político. Mas que o sonho (por que não?) pode continuar a existir. Desde que não se atrapalhe ninguém, o que parece não ser também o caso dos humanistas solidários.

 

 

 

“CANDIDATO SALIENTE EM BUSCA DE CONFLITO”

 

 

A seção “Luneta”

 

 

 

Tem um saliente candidato à vereança que preocupa seus adversários. Há quem esteja identificando nele (sim, é do sexo masculino) um protótipo acabado do provocador.

 

Existe até quem pense que o rapaz faz de propósito, querendo mesmo um incidente. A ser, naturalmente, explorado – com direito a registro policial e demagógico uso da mídia.

 

É. Tem disso, sim. Ah, o candidato é de uma das siglas grandonas, daquelas que têm um dos tidos como favorito em 5 de outubro.

 

Inicialmente 113, o número de candidatos à vereança deve cair, talvez antes do final de agosto, para as proximidades da centena. Pouco mais. Ou até pouco menos.

 

Isso para além das candidaturas eventualmente rejeitadas por decisão da Justiça. Causa? Falta de viabilidade. Traduzindo: não haverá troco para a campanha.

 

Passou o tempo em que um só comitê resolvia, e bem, a comunicação entre candidatos a prefeito e seus militantes. Agora, os competitivos têm ao menos um em cada ponto cardeal.

 

Só cá entre nós, Lair Ferst está se tornando cada vez mais notório. A última foi  a entrevista explosiva concedida ao jornal Folha de São Paulo.

 

Palpite claudemiriano: insatisfeito com o definhamento da repercussão da fraude do Detran em nível estadual, o jeito dele foi buscar espaço nacional.

 

Certeza claudemiriana: por iniciativa própria, ou orientado por conselheiros, esta é uma clara estratégia de defesa de Ferst. Qual? O ataque do tipo “homem bomba”.

 

Âncoras (inclusive este colunista) de programas de rádio têm que “corcovear” para, ao mesmo tempo, atender às demandas dos ouvintes e as proibições da lei eleitoral.

 

Na verdade, ainda que involuntariamente, muitos temas propostos acabam abrigando opiniões que podem ajudar ou prejudicar concorrentes à Prefeitura ou à Câmara.

 

Sem falar, claro, naqueles que fazem de propósito, quase numa espécie de teste. Se passar, passou. E o lucro (político) está garantido.

 

Renor Beltrami assumiu função estadual na Unimed,o que implica em viagens constantes por todo o Rio Grande.

 

Essa circunstância seria a causa determinante a afastá-lo da linha de frente da campanha de Cezar Schirmer e José Farret.


Você também pode encontrar este colunista diariamente às 7h45, e ao meio dia, na rádio Antena 1; e a qualquer momento no site www.claudemirpereira.com.br.

 

                       

 

“SÃO ELES E SUA CAMPANHA PARTICULAR”

 

 

Voto na urna. Antes, a

campanha é apenas para

eles. E depois também

 

Um fenômeno que só terá solução com a instauração da rejeitada (pelos partidos) lista fechada de candidatos se faz presente em mais uma campanha. Os concorrentes à Câmara de Vereadores, em sua quase totalidade (as exceções só confirmam a regra), tem como meta primeira a própria eleição. Aliás, é também o segundo, terceiro, quarto e quinto objetivo. É só o sexto ou o enésimo, a eleição do seu candidato a prefeito. Traduzindo: pensa antes, e também depois, apenas nele mesmo. É assim que funciona.

 

Como as siglas (e assim mesmo nem todas) apenas fingem ser a favor da lista fechada, são obrigadas a conviver com este fato. E é um tal de fazer reuniões aqui e ali, tentando enquadrar as nominatas ao parlamento – como já aconteceu com as duas principais alianças majoritárias. Adianta, mas apenas por poucos dias. Não demora muito e volta ao “normal”. O candidato pede voto para si. E só se o eleitor perguntar sobre o prefeito, sugere o cabeça de sua coligação.

 

Essa situação é normalmente percebida nos últimos dias de campanha, e notadamente nos candidatos cujo concorrente à prefeitura está atrás nas pesquisas. Aí, é um salve-se quem puder. Até campanha pelo adversário, não é tão raro assim, passa a valer.

 

Aliás, se é que dá para apontar alguma diferença entre a atuale as eleições anteriores é que, agora, a situação se dá muito mais cedo. E num pleito em que, segundo os raros números disponíveis, longe está de desnivelado. O individualismo se manifesta a toda hora. É uma realidade com a qual as alianças majoritárias têm que lidar. A dúvida é se estão conseguindo. A única dúvida, aliás.

 

 

 

“SERVIÇO FEITO À VISTA. E PAGO NO CREDIÁRIO”

 

 

Um leitor perguntou ao colunista, depois da prestação de contas parcial feita à Justiça Eleitoral pelos candidatos a prefeito: “mesmo pobre, a campanha visual já custou mais do que o declarado pelos três”. É verdade. Acrescente-se, ainda, o gasto invisível a olho nu: a produção dos programas a serem veiculados no rádio e na televisão.

 

Então, o que está acontecendo? Cá entre nós, o óbvio: os candidatos estão contratando os serviços à vista e vão pagar pelo crediário. Tecnicamente, não há outra explicação.

Em tempo: a verdade é que o proselitismo precisa ser feita e isso custa dinheiro e o pagamento é uma obviedade – ou pelo menos deveria ser. Os arrecadadores (e tesoureiros) que se virem. Isso é fato.

 

 

 

 

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