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FEICOOP. Maior feira latino-americana de economia solidária tem inscrições de 16 estados e três países

Organização festeja mobilização nacional e no exterior na 32ª edição, em julho

Por Carolina Carvalho (com foto de Divulgação) / Da Assessoria de Imprensa do evento

A 32ª Feira Internacional do Cooperativismo e Economia Solidária (Feicoop) já começou a demonstrar sua força antes mesmo da abertura oficial. Encerradas as inscrições para a edição de 2026, a organização do evento comemora a ampla participação de empreendimentos, artistas, pesquisadores, movimentos sociais e voluntários de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

Ao todo, foram registradas 828 inscrições distribuídas entre os diferentes eixos e modalidades da feira. O destaque ficou para os 535 empreendimentos solidários inscritos, reafirmando a Feicoop como uma das principais vitrines da economia solidária, da agricultura familiar e do cooperativismo na América Latina.

A mobilização ultrapassou fronteiras e reuniu inscrições provenientes de 16 estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais, Pará, Goiás, Rio Grande do Norte e Ceará. Também há inscrições de participantes do Uruguai, do Equador e da Argentina, fortalecendo o caráter internacional da feira.

Entre as modalidades inscritas, destacam-se ainda 85 propostas de movimentos sociais, entidades e gestores públicos, 57 inscrições vinculadas ao Selo Sabor Gaúcho, 48 atividades de Formação e Articulação, 47 propostas para a Mostra de Arte, Cultura e Diversidade, 23 voluntários, 17 caravanas e 16 iniciativas ligadas à Comida e Cultura.

O aumento das inscrições nos segmentos de Empreendimentos Solidários e de Movimentos Sociais, Entidades e Gestores Públicos é um dos destaques desta edição. O crescimento em relação ao ano passado demonstra a confiança das organizações na Feicoop como espaço de geração de renda, formação, incidência política e fortalecimento das redes de cooperação que atuam em todo o Brasil e na América Latina. 

Mais do que uma feira, o evento se consolida como um espaço de encontro entre experiências que constroem alternativas econômicas baseadas na cooperação, na solidariedade e na valorização dos mais diversos territórios.

Um dos destaques desta edição é a diversidade das propostas apresentadas para o eixo de Formação e Articulação, que contempla temas como emergências climáticas, agroecologia, soberania alimentar, feminismo, economia solidária, tecnologias sociais, saúde mental, comunicação popular e fortalecimento de redes comunitárias. 

A expressiva participação feminina também marca as inscrições recebidas. Historicamente, as mulheres constituem a maioria dos empreendimentos da economia solidária e ocupam papel central na organização de cooperativas, associações, grupos produtivos e iniciativas comunitárias. Sua presença fortalece a dimensão do cuidado, da autonomia econômica e da transformação social que caracteriza a feira desde sua origem.

Para o coordenador do Projeto Esperança/Cooesperança, José Carlos Peranconi, o Zeca, os números demonstram a vitalidade de um movimento construído coletivamente há mais de três décadas:

“Receber propostas de tantas regiões do Brasil e de outros países mostra que a economia solidária continua viva, necessária e capaz de construir respostas concretas para os desafios sociais, econômicos e ambientais do nosso tempo. A Feicoop é resultado dessa grande rede de pessoas que acreditam na cooperação e na força do coletivo”.

A 32ª Feicoop será realizada de 10 a 12 de julho, no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria (RS), reunindo comercialização solidária, atividades formativas, articulação de movimentos sociais e uma ampla programação cultural. Mais uma vez, a feira promete transformar a cidade em um ponto de encontro entre territórios, saberes e povos que acreditam em uma economia comprometida com a vida e com a justiça social.

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