Reflexão necessária. Jornais terão que se reinventar. É isso, ou novas mídias tomarão conta
Sou leitor compulsivo de jornais. Mais que isso, embora as minhas investidas em (sobretudo) rádio e (menos) em televisão, não nego que é escrevendo que me saio (mais ou menos) melhor. Logo, quero que os jornais sobrevivam. E, mais que isso, tenham a força que sempre acreditei neles. Mas há fatos contra os quais é difícil argumentar.
Um deles, o principal talvez, é que os jornais, como veículo de comunicação, está envelhecendo. Ou seria melhor dizer fenecendo. Alguma coisa terão que fazer, para fugir ao que acontece neste preciso momento histórico. A propósito, e exatamente como penso, escreve esta semana Carlos Brickmann, na seção Circo da Notícia, do sítio especializado Observatório da Imprensa. Dê uma lida num dos trechos que compilei e tire tua própria conclusão:
MUDANÇA DE HÁBITO – Notícia nova é de graça, notícia velha custa caro
Ligue a TV: notícias fresquinhas, com imagens. Vá à internet, nos portais noticiosos: notícias em cima da hora, praticamente em tempo real, com fotos, links para reportagens relacionadas, filmes já disponíveis no YouTube. Tem seus erros, suas imprecisões, suas distorções, mas nada é velho. Ligue o rádio: notícias instantâneas, o mais rápido meio de comunicação que existe (isso, claro, quando não estão fazendo recortagem e repercutindo notícias de jornal). Tudo de graça, na faixa, a leite de pato, “de grátis”. Você se informa sem botar a mão no bolso.
O jornal já custa dinheiro – e, para quem o lê diariamente, é caro. Que é que publica? Com mais de 24 horas de atraso, a notícia da tragédia do voo 447. Ou, seis horas depois do jogo, que os mais interessados acompanharam pela TV ou pelo rádio, com direito a comentários, melhores momentos, entrevistas, várias reprises dos gols, o jornal traz o resultado e uma matéria magrinha, magrinha…
… Nos tempos em que o Jornal do Brasil era o modelo dos jornais brasileiros, o diretor Alberto Dines mandou colocar uma TV no meio da Redação. Não tinha grande serventia para informar: com o barulho das redações, naqueles tempos, ninguém ouvia o som da TV. O objetivo era mais amplo: lembrar aos jornalistas que aquilo que eles estavam escrevendo para ser lido no dia seguinte já tinha sido divulgado pela TV e que sua tarefa, portanto, era estar sempre um passo à frente da notícia (e aí entrava a coordenação da notícia, com a participação do excelente Departamento de Pesquisa, com a busca de gente que pudesse acrescentar algo ao assunto, com side-stories que a TV não podia dar)…
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SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui, se desejar, outras notas, artigos e informações publicadas no site especializado Observatório da Imprensa.





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