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Gaza e Ucrânia: do trágico ao drama – por Luiz Carlos Nascimento da Rosa

“Quem se atem ao genocídio que vemos, ao vivo e a cores, pela televisão?”

Não é desejável acreditar em uma proposição quando não existe nenhum fundamento para supô-la verdadeira. Bertrand Russell (Ensaios Céticos)

Quem possui tempo e prazer em desfrutar o grande conhecimento produzido pela humanidade sabe que a relação entre a Tragédia e o Drama não são somente questões Hermenêuticas.

Do grande Poeta grego Homero e o maravilhoso, filósofo Platão temos aproximadamente cinco séculos na travessia do tempo.

Segundo penso, do “Cavalo de Troia” à “Alegoria da Caverna” a Metáfora continuou sendo a ordem do dia.

Uma figura de linguagem, historicamente, são formas estéticas de tentarem nos Educar o como é possível ver, ler e explicar o mundo.

Segundo os Cânones literários o elemento do trágico tem, necessariamente, a intervenção dos Deuses no politeísmo grego. O elemento Cênico do Drama são as contingências das agruras da vida humana que denotam a narrativa, pelo Roteirista, de como a obra será e onde é possível ir.

Com Homero, na Eliade e Odisséia, foi amor descomunal entre o troiano Páris e a espartana Helena que gerou o mitológico conflito. Na magistral obra do Imortal Shakespeare foram a inveja e o ciúme, por pessoas do poder, que deram a explosão do Drama.

O Drama não advém de elementos teológicos, são definidos por desejos humanos. Vejam esses sentimentos, do mal, emanando da Caixa de Pandora instituída por Zeus à Prometeu, por sua inveja, da sua magnânima criação do ser humano.

No seu tempo, o genial Homero teve que construir ou se fundamentar numa Mitologia para expressar sua visão de mundo através da grande e única tragédia Grega.

Será que os modernos terão que subsidiar-se na Alegoria da Caverna, para querer refutar e combater os sofista. Platão gestou o conceito de Episteme e doxa.

A doxa flana solta em nosso mundo e os analfabetos políticos são apaixonados pela péssima opinião alheia. Eles são absurdamente convictos e arquitetam, suas pseudas ideias, por suas paixões por falsas verdades e ideias ideologicamente construídas por outros.

Quem se atem ao genocídio que vemos, ao vivo e a cores, pela televisão? Quem é capaz de sentir e ver os milhares de pessoas morrendo na Ucrânia?

Não estamos mais, com todo respeito, pensar que estamos determinados por forças metafísicas.

Estamos numa encruzilhada, de Estados, que querem a hegemonia por uma e velha força bruta e bélica…

Como dizia o Poeta Maiakovski: nada de novo há no rugir das tempestades. Não estamos alegres e por que  deveríamos andar tristes? O mar da História é agitado.

Não há como apagar o Genocídio de Palestinos em Gaza e nem o absurdo dos civis que morrem por bombas, frio ou fome na Ucrânia!

Como Educador e Poeta eu sempre pensei na vida como possibilidade. Quiçá, Homero e Platão fizessem parte de nossos currículos escolares e, o melhor, das reflexões de nossas vidas cotidianas.

Com divindades ou não, que o conhecimento histórico, sejam capazes de iluminarem as nossas vidas para atravessarem essa sombras que somos obrigados a vivenciar nesse triste cotidiano!

(*) Luiz Carlos Nascimento da Rosa é professor aposentado do departamento de Centro de Educação da UFSM

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9 Comentários

  1. Resumo da opera II. Vermelhos estão em busca de uma ‘indignação coletiva’. Imprensa cumpanhera esta tentando decretar uma. Nem indignação e muito menos coletiva.

  2. Resumo da opera. ‘O pastel de vento, tradicional petisco de feira no Brasil, é conhecido por sua massa extremamente fina, crocante e vazia por dentro (com bastante ar).’. Na base do ‘se todos fossem iguais a mim, o mundo seria muito melhor’.

  3. ‘Quiçá, Homero e Platão fizessem parte de nossos currículos escolares e, o melhor, das reflexões de nossas vidas cotidianas.’ As pessoas tem que trabalhar para ganhar a vida. Não dá para ficar no ‘Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!’

  4. ‘Como Educador e Poeta eu sempre pensei na vida como possibilidade.’ Fernando Pessoa era poeta. Vinicius de Moraes era poeta. Sou totalmente contrario a polissemia.

  5. ‘Quem se atem ao genocídio que vemos, ao vivo e a cores, pela televisão?’ Pouca gente assiste televisão. E quem assiste não esta preocupado com coisas fora do seu controle a 10 mil quilômetros de distancia.

  6. Doxa é uma referencia ao ‘a internet deu voz a uma legião de imbecis’ do Eco. O texto empolado é para fingir erudição. Episteme é para ‘justificar’ os ‘donos da verdade’. Embutido nisto tudo está um combate ao senso comum. Torre de Marfim, onde nada se cria e tudo se copia, abusando do apelo a autoridade.

  7. ‘Como dizia o Poeta Maiakovski: nada de novo há no rugir das tempestades.’ O comuna chupinhou a Biblia. ‘Nada de novo debaixo do sol’, Eclesiastes, atribuido ao Rei Salomão.

  8. ‘[…] o genial Homero teve que construir ou se fundamentar numa Mitologia […]’. Não sabia que era mitologia. Tradição oral, para eles aconteceu. Alas, é possivel visitar o que restou da cidade de Troia na Turquia. Para isto serve a arqueologia.

  9. ‘[…] foi amor descomunal entre o troiano Páris e a espartana Helena que gerou o mitológico conflito.’ Helena foi raptada. Romantismo só surgiu no final do século XVIII. Além de suborno de juiz de concurso de beleza era filha do rei de Esparta. Logo tinha uma herança no meio da historia.

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