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KISS. A tragédia que não acaba. Burocracia e até o pouco caso dificultam atendimento aos sobreviventes

kiss seloNunca é demais lembrar, até para que o esquecimento não se torne a norma: foram 242 mortos. Repita-se: 242 mortos. Todos, sem exceção, jovens. Alguns, beeem jovens.

E mais: um número indeterminado, mas certamente na casa dos 600 (repita-se, seisceeeentoooos), ficou ferido por conta do crime de 27 de janeiro de 2013, na boate Kiss, rua Andradas, centro de Santa Maria – a 300 metros da catedral, a 500 do Palacete da SUCV, e 800 da sede do parlamento da comuna.

Esclarecido? Então, agora me diz: se há dúvidas (isso pode, não?), no mínimo, sobre a quota de responsabilizações em julgamento, o que dizer do fato de os sobreviventes simplesmente não conseguirem um atendimento digno? Não é o mínimo que a sociedade tem que oferecer?

Exemplos? Alguns deles, bastante significativos, estão em material publicado na edição deste final de semana, do Diário de Santa Maria. A reportagem, excelente, é de Lizie Antonello. Acompanhe:

Sobreviventes esperam cirurgia…

Mais de sete meses depois de terem enfrentado a maior tragédia gaúcha, o incêndio na boate Kiss, em 27 de janeiro, alguns sobreviventes ainda travam batalhas com a burocracia para conseguir alguns atendimentos na área da saúde.
Pelo menos dois pacientes tentam cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS) há meses. Muitas vítimas reclamam que não conseguem medicamentos gratuitos. Um grupo de queimados sofre a cada viagem para medição de malhas porque o serviço só é oferecido em Porto Alegre…

…Mas algumas queixas vêm dos próprios profissionais do Centro Integrado de Atenção às Vítimas de Acidente (Ciava) montado no Hospital Universitário (Husm) para atender os pacientes: faltam equipamentos e materiais permanentes… 

Gustavo Cadore, 32 anos, perdeu o controle dos movimentos no dedo mínimo da mão esquerda devido às queimaduras. O jovem teme que o problema se agrave, pois já afeta outro dedo. Ele precisa fazer um procedimento com cirurgião plástico para imobilizar o dedo atingido. Desde que teve alta da UTI, no final de fevereiro, ele passou por diversos médicos, foi encaminhado de um hospital para outro na Capital, e nada. Na última quinta-feira, um telefonema do Hospital Cristo Redentor, referência para os queimados na Kiss, renovou…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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2 Comentários

  1. Ah, se a gente tivesse um líder político pra lutar por essas vítimas e famílias, que bom que seria!!!

  2. . “Repita-se: 242 mortos
    por conta do CRIME de 27 de janeiro de 2013, na boate Kiss, rua Andradas, centro de Santa Maria – a 300 metros da catedral, a 500 do Palacete da SUCV”
    Muito bem lembrado, Editor, para não cair no esquecimento..
    As letras maiusculas, são minhas.

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