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‘SOM DO RS’. Cinco atrações sobem ao palco da Concha Acústica no sábado, dia 8 de novembro

Entre os que irão participar, os santa-marienses ‘Cha de Broders’ e ‘Miri Brock’

Cha de Broders (foto de Paulo Barauna) e Miri Brock (foto Divulgação), atrações santa-marienses na Concha Acústico no sábado, 8

Por Bebê Baumgarten / Da Assessoria de Imprensa do “Som do RS”

Começaram em grande estilo os shows do Som do RS, envolvendo as bandas selecionadas pela curadoria para seguir até o final do projeto. Em Santa Maria, próxima parada, dia 8 de novembro, sobem ao palco a Cha de Broders, de Santa Maria, a Rap Pampa Crew e Código Penal, de Uruguaiana e Sapucaia do Sul; e Supervão e Miri Brock, de São Leopoldo e Santa Maria, respectivamente. Nos eventos do Som do RS nas cidades haverá atividades como feiras, performances, DJs, projeções de vídeos, exposições, artes circenses, gastronomia, em eventos abrangentes e inclusivos. 

Cha de Broders apresenta um rock alternativo performático. Lançou EP Dreaming Wide Awake gravado ao vivo no Theatro Treze de Maio, em Santa Maria, cuja faixa They Try foi premiada em um festival e o clipe de HyperWaves indicado na categoria Melhor Videoclipe no 3º Prêmio Maria Cult (2023). Em suas composições, a banda mistura os riffs e o peso do metal melódico, a leveza do rock alternativo, ritmos brasileiros, sintetizadores e loops de percussão eletrônica.

Rap Pampa Crew é a fusão dos artistas da cidade de Uruguaiana: o skatista, historiador e filósofo Luciano Ordai e Will Bueno, artesão e poeta afro. O grupo tem em seus beats a escola do boom bap dos anos 80/90, com canções que abordam problemas sociais, abuso de poder, racismo, aporofobia e a necropolítica, que afetam de forma majoritária o povo negro. Punk rock hardcore, passando pelo metal, reggae, dub, ska, e o rap dos anos 90 entram na mistura da banda, que vem da terra da Califórnia da Canção Nativa e do famoso carnaval de rua do RS. Inicialmente como grupo de rap tradicional e com elementos eletrônicos e DJ, a Código Penal foi se instrumentalizando até atingir a formação atual onde mistura o peso do hardcore com rap com pitadas de soul e funk. Influências de Body Count, Public Enemy, Beastie Boys, Dead Kennedys entre outras bandas estilo Street dos anos 80/90.

Cantora, compositora e produtora cultural gaúcha com uma trajetória de dedicação à música, Miri Brock traz em suas canções a mistura de beats dançantes e letras que celebram amores fluidos, temperadas com a sensualidade do pop brasileiro. Seu primeiro EP entrou para a lista dos 40 melhores do ano, na 13a posição, pelo site Hits Perdidos e a tour do disco passou por importantes eventos e casas de show como Infinu (Brasília), Picles (São Paulo), Áudio Rebel (Rio de Janeiro), Sofar Sounds (POA), Festival Morrodália, Feira de música internacional Mate América do Sul, entre outros. A Supervão é uma banda de indie rock formada em 2016 em São Leopoldo. Se primeiro álbum, Faz Party, veio pelo selo Natura Musical e a banda esteve em importantes festivais como Bananada, Picnik, Morrostock e MECA, além de uma apresentação no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

O Som do RS é um programa de valorização da música e das bandas do sul do país. A nova etapa inclui ensaios, a produção dos shows nas três cidades, Pelotas, Santa Maria e Porto Alegre, além de atividades formativas e trocas entre os participantes. O projeto começou mapeando e cadastrando bandas nas nove regiões do RS. Cada grupo/banda inscrito teve acesso a mentorias ministradas ao vivo pelo streaming com mestres e mestras da MPB, gente que está inserida no mercado da música e que entende muito do assunto: Pena Schmidt, Dani Ribas, Fernanda Couto, Edson Natale, Dríade Aguiar e Cristina Baum. Para além das mentorias, o projeto proporcionou um percurso de trocas, que pretende ampliar a visão e conhecimentos. Os encontros aconteceram de forma virtual e abordaram a produção de um evento, utilizando como case o Sofá na Rua de Pelotas; o Morrostock e suas ações sustentáveis, curadoria e comunicação em Sta. Maria e, por fim o Pavilhão Ecossustentável das Mulheres do Hip Hop na Restinga, em Porto Alegre, e sua trajetória até se transformar em um espaço cultural de referência.

Para além desta etapa de shows e trocas, estão previstas novas mentorias, agora presenciais, gravações e imersão em São Paulo para o início de 2026. O projeto Som do RS é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, repassados pela União ao Estado do Rio Grande do Sul.

Shows do projeto 

Som do RS etapa Santa Maria – Morrostock Circus

8 de novembro, das 14h às 19h

Concha Acústica – Centro, Santa Maria – RS

Classificação livre / entrada franca

Com:

Cha de Broders (Santa Maria)          

Rap Pampa Crew e Código Penal (Uruguaiana, Sapucaia do Sul)    

Supervão e Miri Brock (São Leopoldo e Santa Maria)         

E mais:

Feira de economia criativa e solidária, DJ set, performance circense, gastronomia

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