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Entrevista. A grande surpresa. Em poucos anos, de adversários a fiéis aliados: Lula e Delfim

Ninguém pode garantir que Delfim Netto será ministro do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas há 101 chances em 100, de o ex-czar da economia nos tempos do regime militar continuar a ser o que é hoje, de forma ampliada: conselheiro especial do Presidente da República.

Por essas e outras, acredito que valha a pena reproduzir a entrevista concedida pelo economista, que não se reelegeu deputado federal pelo PMDB (ao qual aderiu em meio ao mandato, depois de muitos anos no PP) de São Paulo, a Paulo Moreira Leite, d’O Estado de São Paulo,e publicada originalmente na página do jornalista na internet. Quando mais não seja para conhecermos as idéias atuais do ex-plenipotenciário da Economia pátria em tempos nem tão idos assim. Dê uma espiada:

”Delfim: “Ainda bem que Lula não fez faculdade”

…A aliança entre Delfim e Lula é supreendente, mesmo quando se recorda os sucessivos bailados da vida pública. Adversários nos tempos do regime militar, os dois se encontraram na oposição a Fernando Henrique Cardoso e se aproximaram cada vez mais. Na campanha de 2002, Delfim deu conselhos a Lula na reta final. Em 2006, filiado ao PMDB, carregava na bagagem uma idéia econômica ambiciosa, o Deficit Nominal Zero, um projeto de longo prazo de cortar gastos do governo para elevar recursos disponíveis para investimentos. Delfim não conseguiu renovar o mandato de deputado, mas manteve a condição de interlocutor do presidente.

Uma parte da entrevista está no jornal (Estadão de domingo). Alguns trechos são publicados aqui:

– Por que Lula?
-Porque ele sabe muito do Brasil. Conhece mais o Brasil do que eu. É um conhecimento físico, não acadêmico. Quando fala de uma entrada no interior do Piauí é porque esteve lá, conversou com as pessoas, conhece suas necessidades. É um político único.

– Mas o Lula não poderia ser um presidente melhor se tivesse estudado mais, feito uma faculdade?
– Ainda bem que ele não fez uma faculdade. O conhecimento acadêmico eliminaria sua intuição, sua espontaneidade, esse conhecimento que a vida lhe deu e ele sabe utilizar muito bem. Ele aprendeu pela vida que ninguém pode viver feliz quando gasta 20 mas recebe 19. Sabe que uma pessoa com nessa situação não pode ser uma pessoa feliz. E sabe que uma pessoa que gasta 10 e recebe 20 tem alguma possibilidade de alegria.

– O senhor acredita nisso?
– Acredito que Lula é destino. Se a gente abrir uma enciclopédia para procurar a origem da palavra destino vai acabar encontrando um sujeito barbudo…

-Mas o senhor não acha que o governo dele teve sorte?
– Acho que o governo dele mostrou uma coisa. Deus não é brasileiro mas gosta da gente. Nós tivemos uma ajuda de Deus durante o governo Lula. Esse crescimento internacional é muito importante. O Brasil era um barquinho no meio do mar. Deus elevou o nível das águas. Acho que o país ganhou entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões graças a isso.

– Mas a herança do Plano Real não ajudou?
– Ajudou. Mas o Real foi um plano tão bem feito que…”


SE DESEJAR ler a íntegra do texto, pode fazê-lo acessando a página do jornalista na internet, no endereço http://blog.estadao.com.br/blog/?blog=22.

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