Aqui e lá. Casamento tucano-pefelista em fase de crise aguda. Mas não em Santa Maria
Em Santa Maria, há por enquanto total identidade entre o PSDB e o PFL. Mais que isso, estudam a possibilidade de um casamento de direito no próximo ano, quando acontece a eleição municipal. Jorge Pozzobom, isso é consensual entre as partes, é o nome a ser lançado para concorrer à sucessão de Valdeci Oliveira. O vice pode até sair das fileiras pefelistas – a menos que se coopte também o PP, que por maior cederia o segundo nome da chapa, sem problemas.
Aliás, é em torno dessa possibilidade que os tucanos patrocinam, junto à sua companheira, a governadora Yeda Crusius, a nomeação de um professor do PFL, Nelson Cauzzo, para assumir a Coordenadoria Regional de Educação. É um passo para consolidar uma aliança hoje bem adiantada, do ponto de vista ideológico.
O quadro, porém, é diferente em nível estadual. Como se sabe, o vice-governador Paulo Feijó, que é do PFL, foi simplesmente escanteado pela governadora. E até se considera meio desfeiteado – ainda mais agora com a confirmação do nome de Fernando Lemos para presidir o Banrisul. Algo que Feijó entendia ser um sacrilégio.
Mas, pior ainda é a situação nacional. Lá, por obra e graça do PFL (que até deverá trocar de nome, passando a chamar-se Partido Democrático, ou da Democracia), a crise é ainda mais aguda. E o PSDB, aparentemente, não se incomoda tanto com isso. Com a provável exceção da vestal tucana, o ex-Presidente (e ainda, embora menos, influente) Fernando Henrique Cardoso.
Pois é, enquanto pela paróquia, o casamento vai bem, por lá a união conjugal desanda, como contam os repórteres Natuza Nery e Ricardo Amaral, da agência de notícias britânica Reuters, em texto reproduzido pelo G1, o portal de notícias das organizações Globo. Confira:
PFL PLANEJA INDEPENDÊNCIA DO PSDB
Legenda deve passar a se chamar Partido da Democracia. Intenção é incentivar lançamento de candidaturas próprias.
Numa conjuntura de avanço das forças de esquerda e nacionalistas no Brasil e na América Latina, o PFL decidiu apostar numa carreira solo para marcar claramente suas propostas liberais na economia e na política.
O objetivo é deixar de ser coadjuvante do PSDB, partido do qual foi aliado formal nos últimos 12 anos, tanto no governo como na oposição.
“Estamos fazendo nosso próprio caminho, pela liberdade de mercado e pelos direitos individuais. O espaço da esquerda já está bem ocupado pelo PT e PSDB”, disse à “Reuters” o deputado Alceni Guerra (PFL-PR), secretário-geral da Fundação Liberdade e Cidadania, matriz ideológica do PFL.
“É um investimento no futuro, no momento em que a América Latina é subjugada por governos populistas”, acrescentou, citando apenas o México como exemplo de país da região afinado com as idéias do “centro democrático”.
O partido começa a “nova fase” mudando de nome. Deve passar a se chamar Partido Democrata (PD). Na próxima quinta-feira, a executiva da legenda discute o calendário das mudanças, que têm de ser aprovadas em convenção nacional.
O distanciamento em relação aos tucanos deve se manifestar já nas eleições municipais de 2008. A proposta é estimular o lançamento de candidaturas próprias para todas as prefeituras sem priorizar as alianças com o PSDB. Será um ensaio para uma sonhada candidatura própria ao Palácio do Planalto, em 2010.
Para marcar o discurso liberal e antiestatizante do “novo PFL”, o deputado Paulo Bornhausen (SC) estreou na tribuna nesta segunda-feira (5) lançando a frente nacional contra a CPMF, criada há 10 anos no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“O governo só vai praticar austeridade fiscal quando tomar um choque de receita. A verdadeira reforma fiscal é cortar despesas”, disse Paulo Bornhausen.
Nascido com o nome de Frente Liberal, em 1984, como dissidência do antigo PDS, o PFL participou nos 18 anos seguintes dos governos José Sarney (PMDB), Fernando Collor (PRN), Itamar Franco (Sem partido) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Em 2005, o PFL comemorou seus 20 anos com outro ensaio de refundação do partido, que não passou no teste das eleições do ano passado. Desde 1998, a legenda vem perdendo espaço na Câmara. Nas eleições de 2004, caiu de 1.200 para 800 prefeituras. Sua força reside hoje no Senado, com 17 cadeiras, 11 delas remanescentes da última eleição no governo tucano…
SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, pode fazê-lo acessando o G1, no endereço http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1446858-5601-3792,00.html.





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