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Congresso. Há mais de 50 parlamentares que voltam, depois de longo (e tenebroso?) inverno

De acordo com levantamento feito pelo site especializado Congresso em Foco, são exatamente 52 os parlamentares que retornam ao parlamento nacional, depois de lá terem se retirado por uma ou outra razão. São 45 deputados federais e sete senadores nessa condição.

 

Há de tudo nessa relação de “filhos pródigos”. Mas alguns estão em categoria especial; os que, em certo momento, por razões diversas, foram rejeitados por seus pares e um, pelo menos, que é visto com olhos tortos até hoje.

 

Nessa última categoria há um campeão. Tanto de rejeição interna corporis como de votos – ele os faz às centenas de milhares. E, talvez por isso, se considera o sujeito mais inocente do planeta. Aqui me refiro, obviamente, a Paulo Maluf. Que, por sinal, adora viajar para Paris e redondezas. Diz-se, inclusive, e a Justiça Britânica é uma das que fala, que o dinheiro que o homem teria amealhado de forma ilegal também viaja e estaciona na Ilha Jersey, no canal da Mancha.

 

Pois, com tudo isso, Maluf ainda é rei em votos. E está lá, na Câmara dos Deputados, se dizendo honesto e apoiando (ele e mais de 300 deputados federais) e participando, através do seu PP, do governo de coalizão patrocinado por Luiz Inácio Lula da Silva. Indigesta companhia? Será mesmo?

 

Na outra categoria, a dos rejeitados por seus próprios pares, mas com honestidade absolutamente indiscutível e provada, há um que se destaca, no que toca a nós gaúchos. Trata-se de Ibsen Pinheiro, que foi presidente da Câmara dos Deputados à época em que Fernando Collor sofreu o processo de impeachment.

 

Outro dia, Ibsen, que é do PMDB, e que tem uma inteligência extraordinária, ao lado de ser um frasista de primeira, fez um discurso emocionante no plenário da Câmara. Sendo cumprimentado por outro dos rejeitados, só que mais recente, o ex-presidente nacional do PT, José Genuíno. O gaúcho, como já se provou à farta, é um dos grandes exemplos de injustiça provocada pela ira santa de uma mídia que se autointitula toda poderosa.

 

Ibsen Pinheiro foi destruído por uma reportagem da revista Veja (olha ela aí, como sempre). E mesmo com a confissão do erro pelo repórter, até hoje o superperiódico nacional não se dignou a sequer considerar o “equívoco”. O deputado só sobreviveu pessoalmente por ter apoio familiar e pessoal. E ter uma grande categoria interna, para usar uma expressão que me ocorreu agora. E cresceu politicamente depois de um período de ostracismo, porque não foi esquecido pelos eleitores e por seu próprio partido (ou a maior parte dele), no Rio Grande do Sul.

 

De fato, e é para isso que chamo a atenção, não há vitoriosos para sempre, na política. Nem derrotados. São exemplos. Mas há outros, talvez não tão vistosos, e provavelmente sem os mesmos motivos, mas que precisam ser lembrados. Eles são, contados Senado e Câmara, quase 10% do parlamento brasileiro.

 

SUGESTÃO DE LEITURA –  leia aqui a reportagem “A volta dos que já foram”, de Fábio Góis, no site Congresso em Foco.

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