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Estratégia. Frentão investe nos históricos do PDT. Quer atraí-los para o bloco oposicionista

Confira a seguir a íntegra da carta enviada anteontem, pelos presidentes dos partidos que compõem o Frentão Oposicionista, ao médico Eduardo Rolim, histórico militante do PDT e que, até dias atrás, era o presidente nomeado pela ex-direção regional da sigla e que foi afastado por decisão judicial favorável ao ex (e de novo) presidente Juici Passini.

 

Se bem que, cá entre nós, a mixórdia no PDT é tanta que nem essa informação pode ser absolutamente garantida. O certo é que a correspondência foi enviada a Rolim. E é ela que você lê a partir de agora. Lá no final, as minhas observações a respeito. Confira.

 

“Santa Maria, 9 de junho de 2008.

 

Prezado Dr. Eduardo Rolim,

 

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem demonstrado, ao longo do tempo, lealdade às lutas populares, fiel aos ensinamentos de Getúlio e Brizola e, em particular, claro compromisso com a educação integral, instrumento poderoso para mudanças reais na sociedade brasileira.

Por nos identificarmos com esta forma de atuação, gostaríamos de convidar o PDT de Santa Maria para iniciarmos conversações sobre a eleição municipal de 2008. Sabemos da possibilidade de uma candidatura própria do PDT e respeitamos qualquer decisão tomada pelo partido. No entanto, para nós, partidos aliados, seria muito importante a contribuição deste partido na formulação de um plano de governo com pontos em comum, eventual coligação e a construção de um caminho conjunto antes e depois da eleição municipal.

Nosso compromisso é com Santa Maria.

Certos de contarmos com a sua consideração,

Atenciosamente,

 

Renato Nicoloso – Presidente do PMDB

Rodrigo Mena Barreto – Presidente do DEM

Adão Martins – Presidente do PPS

Marcelo Dalla Corte – Presidente do PP

Jorge Pozzobom – Presidente do PSDB”

 

COMENTÁRIO CLAUDEMRIANO: com todo o respeito que merecem as lideranças partidárias, é muito improvável que elas pensem, mesmo, ser possível conquistar a adesão do PDT. Não que a rejeitem, muito pelo contrário. No entanto, dado o fato de que, pelo menos até a convenção partidária, ninguém sabe quem é hegemônico (se é que há algum grupo com essa condição) no interior do pedetismo, é impossível fazer qualquer prognóstico.

 

Qual o objetivo da carta, então? Na avaliação deste (nem sempre) modesto repórter, se trata de um afago a Rolim (e a quem eventualmente o siga), que notoriamente não fecharia com a Frente Popular Trabalhista – exceto se essa fosse uma decisão absolutamente majoritária do PDT, o que hoje é algo impossível. Então, diante da divisão pedetista, o Frentão quer ao menos contar com o veterano pedetista e os que com ele comungam. E isso, claro, pode até ser pouca coisa, mas é importante.

 

EM TEMPO: os termos da correspondência indicam que o Frentão vê em Rolim um interlocutor oficial do PDT. Como isso pode ser, mas provavelmente não é, fica mais claro ainda o interesse em afagar politicamente uma figura importante, mas não exatamente o partido como um todo.

 

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