BRASÍLIA E SM. Se com 0,44% do Orçamento, o parlamento leva pau, imagina com 6%
É impressionante a capacidade da mídia, em muito estimulada por atos dos próprios edis, é verdade, de paulear o parlamento. Ok, ok, ok. Pooode não ser proposital, mas é conveniente prestar atenção em alguns dados – inclusive porque, nas democracias, quem elege o parlamento não é o Espírito Santo, como se sabe.
Veja o caso do muito bom sítio Congresso em Foco. Acaba de produzir uma reportagem sobre os gastos do Legislativo, previstos pelo Orçamento da União do próximo ano. Embora os números grandiosos, equivalem a 0,44% do total da receita estimada.
Aí, fico a imaginar o que se pode dizer de Santa Maria. Aqui, embora os números absolutos menores, se for relatividade, temos um “custo” de 6% – previsto para 2011. Pooois é. Ah, sobre o Congresso Nacional (e também o Tribunal de Contas da União, incluído na conta), acompanhe o texto assinado por Fábio Góis. A seguir:
“Orçamento prevê gastos de R$ 8,9 bi com Legislativo
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) iniciou nesta segunda-feira (20) a reta final das discussões sobre a Lei Orçamentária Anual de 2011 – que, pela primeira vez, ultrapassa R$ 2 trilhões em previsão de gastos. Só Congresso Nacional e o Tribunal de Contas vão custar R$ 8,9 bilhões, 25% a mais do que no início da legislatura. A proposta ainda precisa ser votada pela comissão e pelo plenário. Segundo o mais recente parecer global da CMO com base no relatório da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), serão R$ 2,073 trilhões à disposição da União para o próximo ano, dos quais R$ 678 trilhões para refinanciamento da dívida pública mobiliária federal.
A proposta prevê um gasto de quase R$ 9 bilhões com o Legislativo, 25% a mais do que foi reservado no começo da legislatura, em 2007, quando o orçamento foi de R$ 7,1 bilhões. Os valores já contemplam o aumento salarial dos 594 parlamentares para R$ 26,7 mil, teto do funcionalismo público, um reajuste de mais de 60%.
Em síntese, os gastos com Câmara, Senado e Tribunal de Contas da União – TCU, órgão de fiscalização do Poder, para 2011, aumentaram em R$ 1,76 bilhão. Na Câmara, são R$ 4,22 bilhões previstos para o próximo ano (R$ 3,38 bilhões em 2007); no Senado, R$ 3,34 bilhões (R$ 2,70 bilhões em 2007); e R$ 1,35 bilhão para o TCU (R$ 1,06 bilhão no primeiro ano da legislatura)…”
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Muito bem lembrado! Aliás, para o senso comum daqueles que somente repetem aquilo que a mídia empresarial divulga, a corrupção sempre está bem longe de nós, de preferência em Brasília e geralmente no parlamento.
Uma ova! Os maiores exemplos de corrupção que presenciei na vida foram aqui mesmo, de órgãos de Santa Maria e, em muitos casos, praticados por pessoas que discursam contra essa prática.
Quando acontece no parlamento ao menos ficamos sabendo, pelas características desse poder; já em outras esferas é mais difícil.