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Petrobrás. Petróleo até no Paraguai. Aqui, não. Jornalista expõe interesses por trás da CPI

Mauro Santayana, na seção “Coisas da Política”, do Jornal do Brasil, publicou um texto primoroso. Não em defesa dos que mandam na Petrobrás, nem do governo. Mas mostrando com clareza como foi criada a empresa e o que dela se esperava. E que, por sinal, cumpriu plenamente. É um patrimônio dos brasileiros – materialmente, talvez o principal deles. E que, no entanto, virou butim de bucaneiros mais interessados em…

 

Bem, vale a pena ler o que escreve o colunista do JB. Que, por sinal, é pra lá de conhecido por sua isenção e bastante respeitado inclusive ou especialmente por isso. No texto publicado no final da semana, Santayana desnuda com precisão o que move meeesmo a CPI e quem poderá sair ganhando, com a eventual desmoralização da empresa. No que, por sinal, ele não acredita. Confira, a seguir, um trecho:

 

“A oposição e a CPI da Petrobrás…

 

Impingiram-nos a ideia de que no Brasil não havia petróleo. Os gases emanavam de fendas no solo, aqui e ali, e, de alguns poços pioneiros como o de Lobato, na Bahia ele chegou a jorrar com timidez, mas, segundo alguns, não tínhamos o óleo. Havia petróleo na Argentina, na Bolívia, no Paraguai, na Venezuela, na Colômbia, no Peru – não em nosso solo.

A criação da Petrobras custou o suor e o sangue de muitos brasileiros. Podemos encontrar dezenas de explicações para a morte de Getúlio, em agosto de 1954, todas marcadas pelo petróleo. A sanção da lei que criara a empresa, em outubro do ano anterior, enfrentou a reação orquestrada da grande imprensa, a serviço dos interesses externos. Vargas só contava com os trabalhadores e com os estudantes, que não dispunham do poder de mobilizar os militares, como fizeram Lacerda e outros. A Petrobras, que afrontou todas as dificuldades para consolidar-se, foi recentemente mutilada pelo governo tucano, que rompeu o monopólio estatal e abriu seu capital aos estrangeiros. A iniciativa da CPI, à parte o interesse em desestabilizar o governo, visa a favorecer a entrega do petróleo do pré-sal a empresas multinacionais. Se existem irregularidades na Petrobras, há como identificá-las e saná-las, mediante os organismos oficiais de controle, como o TCU, a CGU e o Ministério Público
com rigor, e sem espetáculo.

A CPI da Petrobras provavelmente terá o percurso de um bumerangue: golpeará os que a promovem.»

 

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