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Tudo dominado. Esqueceram do Virgílio, mas ele ajudou bastante na “absolvição” de Sarney

Vergonhosa. Essa é a expressão mais leve utilizada na mídia (grandona ou não) para qualificar a decisão do Conselho de Ética do Senado, que recusou-se a desarquivar representações contra o presidente da Casa, o maranhense do PMDB, José Sarney. E não há erro de avaliação, acredita o repórter. É verdade. Mas não é toooda a verdade.

 

Sim, esqueceu-se (propositalmente?) de realçar que a virtual absolvição de Sarney só aconteceu porque a oposição ficou acuada diante do fato de um de seus principais líderes, o histriônico Arthur Virgílio Neto (foto) também ser pego de calças curtas. E é isso que, objetivamente, garantiu o “acórdão” que deixou todo mundo em paz.

 

Aliás, exceção feita ao PSOL, que ainda recorrerá (creia, sem sucesso) ao plenário do Senado, todos acabaram ficando do mesmo lado. Isto é, pró-Sarney e Virgílio. Os detalhes estão em reportagem d’O Estado de São Paulo. O texto é assinado por Eugênia Lopes e Christiane Samarco, com foto de Fabio Rodrigues Pozzebom, da Agência Brasil. Confira:

 

“Para salvar tucano, oposição resolve não recorrer da decisão

Manobra é fruto de acordo informal com governistas para garantir absolvição de Arthur Virgílio no conselho

 

Movimento essencial no script do acordão, a oposição não deverá recorrer ao plenário do Senado da decisão do Conselho de Ética que resolveu engavetar ontem (quarta) 11 ações por falta de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), e uma representação contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM). A decisão da oposição é fruto de um acordo informal com os governistas, o qual permitiu que o tucano fosse absolvido por unanimidade no Conselho de Ética. Foram 15 votos pelo arquivamento da representação contra Arthur Virgílio, acusado de pegar emprestado dinheiro do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia e de pagar salário durante mais de um ano um funcionário de seu gabinete que morava no exterior.

“Os assessores técnicos do Senado afirmaram que não cabe recurso da decisão tomada pelo conselho. O recurso seria mais um ato político”, afirmou ontem o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Apesar das divergências em sua bancada, os democratas votaram unidos pela a abertura de processo contra Sarney. Titular do Conselho de Ética, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) não apareceu na sessão sob a alegação de que faz parte da Mesa Diretora do Senado e, por isso, não se sentia à vontade de votar contra Sarney. Primeiro suplente no conselho, o senador Antonio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) justificou os laços históricos entre Sarney e seu pai para não aparecer na votação. Em seu lugar, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) seguiu a determinação do partido e votou pela abertura de processo contra o presidente da Casa…”

 

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