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AGENDA ESTRATÉGICA (4). Prefeitura mostra metodologia. E proposta tem “chamamento”

Busatto: investimento  é da prefeitura em parceria com o PGQP
Busatto: investimento é da prefeitura em parceria com o PGQP

Parece até uma ironia. Porém, quero crer, é só uma coincidência. Mas o fato é que o “chamamento”, segundo a prefeitura sugerido pelos veículos de comunicação, escolhido para a Agenda Estratégica lançada pela administração e cuja metodologia foi apresentada na tarde de ontem, no Centro Administrativo, é “A Santa Maria que queremos”.Só para constar: o slogan do Pacto do Rio Grande, lançado há alguns anos e que acabou gorando, embora aprovado por unanimidade na Assembléia Legislativa, era “o Rio Grande que queremos”.

Aliás, e a propósito das notas que publiquei ontem (releia AQUI, AQUI e AQUI), num trabalho muito bem feito pelo leitor Marcio da Silva Dutra, conversei com Cezar Busatto, no início da noite desta segunda. Ao secretário de Desenvolvimento e Inovação, no papo telefônico, reafirmei não ser contrário a qualquer projeto que tenha em mente o desenvolvimento de Santa Maria. E que as minhas, mais que desconfianças, queixas em relação ao que se está fazendo agora, é a falta de uma maior transparência. Ou, quem sabe, uma dificuldade (sobre a qual o papo, a ser retomado, segundo compromisso mútuo, não chegou a ser conclusivo) de o governo colocar com clareza as questões para a comunidade. Mas é só uma opinião, claro. Nada além disso. Nem é tão importante assim, talvez.

Sobre o que aconteceu ontem na Prefeitura, e o tal chamamento, acompanhe material publicado no final da noite, no sítio da administração, em material produzido pela Superintendência de Comunicação Social. A foto (feita na última semana) é de João Vilnei. Confira:

A Santa Maria que queremos começa a ser planejada

A Santa Maria que queremos. Este é o chamamento sugerido pelos meios de comunicação da cidade, como eixo principal para a construção coletiva do Programa Agenda Estratégica de Santa Maria: Visão de Futuro Compartilhada. Reunidos na tarde desta segunda-feira no auditório da prefeitura, representantes da imprensa, das agências de publicidade e de entidades empresariais conheceram a metodologia de trabalho do Programa, que irá traçar os rumos para o futuro da cidade.

O programa foi apresentado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Projetos Estratégicos do município Cezar Busatto, coordenador do trabalho. Também participou da exposição o representante da Agência Estadual Pólo-RS- entidade privada sem fins lucrativos- que assessora o projeto e irá traduzi-lo em objetivos; metas e planos de ação.

A Agenda Estratégica, como ressalta o secretário Busatto, é um trabalho compartilhado e será desenvolvido com a participação de várias entidades representativas da cidade (poder público, universidades, lideranças empresariais e de trabalhadores, partidos políticos, ONGs e…”

 PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

EM TEMPO: no contato telefônico com Busatto, ontem, um esclarecimento importante foi feito. A Pólo-RS, embora sem fins lucrativos, é obviamente remunerada pelo trabalho que faz. E os recursos para o assessoramento  à Agenda Estratégica serão bancados, em porções mais ou menos meio a meio, se não entendi mal, pela Prefeitura e pelo PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) – em Santa Maria representado pela Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (Cacism). Tudo faria parte de um contrato amplo, de 18 meses, que inclui também, no caso do PGQP, a implantação do Programa de Qualidade na administração. Tudo incluído, o contrato somaria algo como R$ 600 mil.

SUGESTÃO ADICIONAL clique aqui, se desejar outras informações oriundas da Superintendência de Comunicação Social da Prefeitura.

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Um Comentário

  1. Que a Pólo RS será remunerada, como diz o Claudemir, é bastante óbvio. Ninguém esperaria que uma Agência de Desenvolvimento coordenasse um trabalho deste porte sem qualquer pagamento.
    A implantação de qualquer planejamento deve incluir com o máximo de transparência o seu custo. Para os que já trabalham com ferramentas da Qualidade Total, seria o How Much (Quanto custa?) do 5W2H, uma ferramenta do PDCA. Saber quanto custará o programa, de que forma serão feitos os pagamentos, quem são os beneficiados é um direito do contribuinte e da parte da administração pública deveria ser uma obrigação a divulgação.
    Bem, diante disso, a apresentação de algum valor já é alentador. As coisas vão se tornando mais concretas. E isso é positivo.
    Agora, quanto aos financiadores do programa, espero realmente que tenha havido um mal entendido.
    Que a Prefeitura bancará é inquestionável, mas quanto ao PGQP, não creio. O PGQP, que é uma Associação sem fins lucrativos ou econômicos, não remunera e sim, recebe. Suas receitas são provenientes de, por exemplo: doações, da prestação de serviços, de convênios com organismos e entidades públicos e privados. Inclusive consta o seguinte em seu Estatuto Social, no CAPITULO III – Dos Associados e Participantes, na SEÇÃO II – Dos Participantes, no Art. 13 – “A Associação não remunerará, sob qualquer forma, as atividades dos participantes formalmente admitidos através de Termo de Adesão.”
    De minha parte, segue a dúvida quanto aos financiadores do Programa Agenda Estratégica de Santa Maria. Seguirei acompanhando.

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