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DÊ SUA OPINIÃO. Os governos odeiam a imprensa. Todos, inclusive Lula. É mesmo?

Vou dizer uma coisa a você, leitor: concordo muito pouco do que escreve nesta semana o analista (jornalista de muita experiência) Carlos Brickmann, na seção “Circo da Notícia”, do sítio especializado Observatório da Imprensa. Entendo, inclusive, que a mídia faz o possível e o impossível para, sob o manto de uma (mais que falsa) inexistente imparcialidade, defender pontos de vista que interessam apenas a ela e aos que ela representa. Não necessariamente a sociedade.

Mas, de todo modo, fiquei sabendo outro dia, o que me deixou constrangido, muito mais do que preocupado, que tem gente com poder em Santa Maria, que “odeia” quando este (nem sempre) humilde repórter ousa desconfiar. Que diabo, isso é crime de lesa-município, segundo uma meia dúzia de sem bestunto. Uma bobagem, noutra palavra. Mas é o que pensam (?). Então, que pensem. Ah, atenção: mas eles gostam da mídia. Desde que amiga, claro.

imprensa copyAgora, convido à leitura do que escreve Brickmann. E, depois, você dá sua opinião. Que tal? A seguir:

DISCURSO ÚNICO – Em terra de cego quem tem um olho é caolho

O presidente Lula diz que os formadores de opinião já não decidem nada: “O povo não quer mais intermediários”. É o mesmo Lula que, quando vencido por seu hoje aliado Fernando Collor, acusou uma grande formadora de opinião, a Rede Globo, de responsável pelo resultado das eleições.

Lula não tinha razão naquela época: formador de opinião, seja jornalista, artista, intelectual, o que for, pode até contribuir para o debate, mas não decide eleições. Jânio Quadros se elegeu pela primeira vez prefeito de São Paulo contra toda a imprensa; Leonel Brizola se elegeu governador do Rio tendo contra si a Rede Globo. Lula não tem razão hoje: se o eleitor desprezasse tanto assim os formadores de opinião, o próprio Lula não teria dado tamanha amplitude de ação a Franklin Martins, nem espalhado verbas de publicidade por todo o país, nem gasto dinheiro com a TV Brasil, nem lançado Frank Aguiar, o “Cãozinho dos Teclados”, como vice de Luiz Marinho, em São Bernardo.

Mas faz parte da liturgia dos governos odiar a imprensa – até Juscelino Kubitschek, um homem afável, democrático, tranquilo, deu um jeito de censurar seu grande adversário Carlos Lacerda, afastando-o do rádio e da TV. Os governos, em geral, gostam da imprensa que se limita a publicar sua versão dos fatos, e detestam esses chatos que ficam tentando descobrir o que não é para divulgar. Pior é ver que cidadãos comuns ficam felizes com o cerceamento da imprensa…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras análises produzidas e publicadas no sítio especializado Observatório da Imprensa.

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3 Comentários

  1. Quanto aos sentimentos do colunista Claudemir quando da reação da tal “gente poderosa” de Santa Maria, que “odeia” quando ele ousa desconfiar, preferia vê-lo preocupado a vê-lo constrangido. Constranger é o que eles mais gostam e tentam fazer!!!!

  2. Como não sou jornalista, me posiciono como “usuário”. Para a mídia, três palavras devem ser fundamentais: liberdade, diversidade e responsabilidade. Fora isso, o poder judiciário para mediar os conflitos. Não falo em imparcialidade por não reconhecer esta condição em nenhum veículo, pelo menos de forma integral e perene. O amadurecimento das relações sociais resultará num processo de “seleção qualitiativa e representativa” da mídia, mas isso demanda tempo e é sempre bom lembrar que a nossa democracia pós golpe de 64 ainda é jovem. E ainda falta imterpretar a participação da internet que veio para “chacoalhar” com o quadro todo.

  3. Como agir de forma a não dar opinião a quem escreve ou entrevista? todo cidadão, todo, tem sempre um lado.Não suporto as frases que dizem: sou imparcial ou não tenho opinião. Ora não existe imparcialidade assim como não existe pessoas sem opinião, ou existem? os alienados tem opinião.Os crentes tem opinião.Os ateus tem opinião.Porque então os jornalistas não deveriam ter opinião? serão eles mais elevados que outro ser humano? será que jornalista não come? não bebe? não vai ao mercado? vai sim, já vi o Claudemir no mercado, sem carrinho de compras, mas vi ele lá.
    Portanto, se tem opinião tem o dever de desconfiar, inclusive de sua opinião.O beneficio da dúvida é algo muito bom para iniciarmos o caminho da possível certeza.
    Eu sou um poço de dúvidas, graças a Deus.

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