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Coluna Observatório. “O desespero, você pode acreditar, tem tudo para aumentar”

A seção “Não custa lembrar”

Em 10 de julho de 2004:

“DE LONGE – Aliás, o clima de “deus-nos-acuda”, que atingiu em cheio notadamente os atuais parlamentares que pretendem a reeleição, acabou inflacionando o custo da disputa. Afinal, é consenso, quem fizer menos de 2 mil votos (você leu certo: 2 mil votos) pode perder as esperanças. Em alguns casos, é até possível que sequer uma suplência seja conquistada. Por conta desse verdadeiro pavor que domina muitos candidatos outrora favoritos, surgem algumas novidades. Uma delas é a importação de “coordenadores de campanha”. Um candidato do PFL, apenas para exemplificar, trouxe o seu de Brasília.”

Hoje:

Isaias Romero foi o único vereador eleito pelo PDT em 2004. Fez 2.056 votos. O PMDB conquistou a quarta vaga “na sobra de votos”. O eleito, Cláudio Rosa, obteve 1.970. Aliás, exceto ele, ninguém se elegeu com menos de 2 mil votos. E houve quem, fazendo mais, também ficou de fora. Foram oito: Osvaldo Nascimento (2.034) e Marcelo Bisogno (2.028), do PDT; Jorge Trindade (2.295) e Dionízio Kuchinski (2.211), do PT; Paulo Denardin (2.748), Sandra Rebelato (2.606) e Marion Mortari (2.561), PP; e Pastor Ademir (2.288), do PL. Diante disso, alguém crê em eleição tranqüila, passados exatos 2 anos e 8 meses da nota ao lado?

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