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Boa discussão. Quando, e em que circunstâncias, Lula transfere votos. Aliás, e isso acontece?

Um interessante debate está-se estabelecendo em torno da importância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral para seus aliados, sejam ou não do PT. E, mais que isso, procura-se fazer uma relação entre o pleito do último domingo (e que ainda tem várias comunas com um segundo turno) e o próximo, daqui a dois anos, em que será escolhido o novo Presidente da República.

 

Primeiro: Lula transfere votos? Segundo: onde e em que circunstâncias? Terceiro: se transfere, quem se beneficia deste fato, o PT ou os outros partidos aliados? Quarto: e em 2010, Lula afinal elege um “poste”, como alguém chegou a imaginar, se não mudou ainda de idéia? Perguntas boas, que o jornalista Kennedy Alencar avança na resposta em artigo publicado na versão online da Folha de São Paulo, tendo como “gancho” a polarizada eleição na capital paulista. Vale a pena ler, a seguir:

 

“Transferência de votos

 

Antes do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um tremendo cabo eleitoral, com facilidade surpreendente de transmitir votos para os candidatos que apoiasse. Passada a primeira fase, Lula virou quase um pato manco, incapaz de transferir sua popularidade para os aliados. As duas avaliações são equivocadas.

 

Lula continua a ser um cabo eleitoral importante. Sua influência é menor em pleitos municipais e tende a ser maior na disputa nacional de 2010. Esse negócio de poste ter futuro na política é exceção, não a regra.

 

Para começar, uma obviedade. Os temas das eleições municipais são municipais. Saúde, por exemplo, é a preocupação campeã nas pesquisas. Se há um cenário nacional econômico positivo, isso reforça ainda mais a discussão de temas paroquiais, no bom sentido.

 

Gestões bem avaliadas tendem a continuar no poder ou a vitaminar a campanha de sucessores. É o caso da candidatura do prefeito Gilberto Kassab, que obteve 61% de índice ótimo/bom, segundo o Datafolha divulgado na quinta-feira (09/10).

 

A eleição paulistana ficou muito difícil para a ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT de Lula. O mesmo Datafolha mostrou simulação de segundo turno na qual Kassab bate Marta por 54% a 37%…”

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra do artigo “Transferência de votos”, de Kennedy Alencar, na Folha de São Paulo.

 

 

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