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Novo jeito de… Está feita a lambança bem no coração da equipe da futura governadora

São dois secretários, o pefelista Marcos Lang (Justiça e Cidadania) e Berfran Rosado, do PPS, (Planejamento e Gestão), que já pediram o boné. Tudo isso entre a terça e a sexta-feira, período em que a comunidade ficou sabendo, ainda que sem confirmação oficial, das pretensões da futura governadora, Yeda Crusius.

Para gerar R$ 2 bilhões, entre o corte de despesas e a geração de receitas, a tucana estaria resolvendo simplesmente esquecer as promessas de campanha e impor um aumento de 1% na alíquota básica do ICMS (o principal tributo estadual) e manter, até o final do próximo governo, o tarifaço, que estaria terminando agora, em 31 de dezembro, sobre energia elétrica, combustíveis e telecomunicações.

Foi, alias é, um terremoto sobre a equipe já montada, do ponto de vista político. Além de Lang e Rosado, ainda se espera uma possível desistência de um terceiro ex-futuro secretário, Geronimo Goergen, do PP, que assumiria a pasta da Agricultura.

Nunca, vou repetir, nunca, em toda a história republicana, se viu, no Rio Grande do Sul, o que está acontecendo agora. O dissenso entre as forças (ou, talvez, entre as pessoas) que estão prestes a assumir um governo, é inédito. E torna absolutamente nervosa a transição para o novo comando do executivo estadual. Que, atenção, só começa meeeesmo em 1º de janeiro.

A propósito de toda essa confusão instalada nas hostes do futuro governo, e as conseqüências já existentes e as ainda por vir, acompanhe a reportagem de Alexandre Elmi, que o jornal Zero Hora está publicando neste domingo. A seguir:

”Transição à flor da pele

Yeda no Piratini

Tinha tudo para ser uma transição tranqüila no Piratini, mas o fantasma de um novo tarifaço transformou a composição de governo da tucana Yeda Crusius em um festival de embaraços.

A contabilidade do desconforto é tão vasta como são negativos os números das finanças gaúchas: dois secretários demissionários antes mesmo de assumir o cargo e um rastro de atritos pelo caminho.

Eleita com a promessa de não aumentar impostos, Yeda começou a mostrar aos aliados que a realidade seria bem diferente no domingo passado. Ela reuniu líderes dos partidos que comporão o futuro governo às 17h no Centro de Treinamento da Procergs, na zona sul de Porto Alegre. Escalou os escudeiros Aod Cunha, futuro secretário da Fazenda, e o marido, Carlos Crusius, para explicar a crueza das decisões que viriam pela frente: sem prorrogar as alíquotas turbinadas de ICMS de energia elétrica, telefonia e combustíveis – que se extinguiriam em 31 de dezembro – e elevar de 17% para 18% o alíquota básica do imposto, as contas não fechariam em janeiro.

Um pacote sem bodes na sala

Celso Bernardi (PP), Luiz Fernando Záchia (PMDB), Jerônimo Goergen (PP) e Nelson Proença (PPS) ouviram as ponderações de Aod e Crusius. Três cenários foram apresentados durante três horas, cada um com um leque de medidas amargas e impopulares. Assustado principalmente com o talagaço no ICMS, um dos secretários perguntou a Aod qual das propostas era o bode na sala que poderia ser retirado durante a negociação dos projetos. Ouviu de Aod que nada poderia ser descartado.

Atento à baixa popularidade das medidas e com a lembrança do desgaste sofrido em 2004 – quando os deputados favoráveis ao tarifaço de Germano Rigotto acabaram crucificados em outdoors -, Záchia alertou que as medidas tributárias não conquistariam nem 10 votos na Assembléia.

Na manhã seguinte, Aod, Crusius e os futuros secretários Fernando Schüler e Daniel Andrade fizeram a primeira reunião com a imprensa para apresentar o novo modo de governar. Falaram da filosofia da gestão por programas, escancararam os números da crise e anunciaram a decisão da governadora de…”


SE DESEJAR ler a íntegra da reportagem, e também outros textos sobre a transição de governo, no Estado, pode fazê-lo acessando a página do jornal na internet, no endereço www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/.

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