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A sociedade quer instituições fortes e comprometidas – por Luís Henrique Kittel

Não são só “estruturas físicas, mas também valores, princípios e tradições”

Ao longo da história, aprendemos que sociedades que constroem instituições sólidas, coesas e confiáveis são aquelas que conseguem enfrentar os maiores desafios com resiliência. Quando falamos em instituições, não nos referimos apenas a estruturas físicas, mas também a valores, princípios e tradições que garantem continuidade, estabilidade e relação estreita entre governantes e governados.

Nesta semana participei da Solenidade de Troca de Comando da 6ª Brigada de Infantaria Blindada – “Brigada Niederauer”, em Santa Maria. E foi impossível não refletir sobre algo que anda em falta no Brasil: respeito às instituições.

Uma cerimônia de tradição e disciplina, onde o General de Brigada Marcus Augusto Bastos Neuvald transmitiu o comando ao General de Brigada André Luiz de Souza Dias, sob o Comandante da 3ª Divisão de Exército, General de Divisão Paulo Roberto Rodrigues Pimentel. Um ato que demonstra a força das instituições sólidas e o risco que corremos quando alguns tentam enfraquecê-las por conveniência própria.

O Exército Brasileiro é uma referência que merece respeito. Em Agudo, por exemplo, o apoio não foi discurso, foi ação. Quando a calamidade nos atingiu, foi o Exército, com sua organização, logística e prontidão, que mais contribuiu para o auxílio à população. A disciplina, o planejamento e a capacidade de resposta imediata mostraram como estruturas sólidas salvam vidas e garantem segurança.

Além de Agudo, o Exército tem sido presença constante em momentos críticos no Brasil. Desde situações emergenciais climáticas, até mesmo durante a pandemia, montagem de hospitais de campanha, grandes operações de segurança nas fronteiras e em missões de socorro, mostrando como instituições sólidas são fundamentais para salvar vidas e manter a ordem.

O que essa experiência evidencia é que instituições fortes são resultados de compromisso, treinamento e dedicação contínua. É a cultura da responsabilidade e do dever que garante que, em momentos críticos, a sociedade possa confiar na ação efetiva e organizada.

Essa experiência nos mostra algo que precisa ser dito com clareza: sem instituições fortes, sobra improviso; e improviso, em momentos de crise, custa caro à sociedade. O Exército demonstra que planejamento, hierarquia e responsabilidade não são formalidades, mas sim pilares que sustentam a proteção da população e a confiança pública.

Seja na defesa nacional ou na resposta a emergências locais, precisamos espelhar esses modelos em outras instituições públicas. Ações consistentes, treinamento contínuo e respeito às normas são o que separam a eficiência do caos. Instituições não podem ser cabides de emprego, trampolins eleitorais ou reféns de interesses individuais.

Por isso, a observação é importante. A nossa sociedade quer instituições fortes e comprometidas com a população.

(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.

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5 Comentários

  1. Comandante da 3ª DE. Deve estar acabando o periodo dele no comando. Esta na fase final do ‘ou é promovido ou vai para a reserva’. Só porque é ex-Kid Preto as chances da quarta estrela diminuem. Principalmente com o governicho de plantão.

  2. Politica, a partidaria, infiltrando-se nas ‘instituições’ que não lhe dizem respeito muitas vezes é nefasta.

  3. ‘Instituições’ são uma ficção. Por isto o setor de RH é importante. Império Romano (e muitos outros) não caíu só por fatores externos. Alas, tem gente que ignora o ‘cursus honorum’ da Republica Romana, não entenderam os papeis da classe senatorial, etc.

  4. 6ª Brigada de Infantaria Blindada – “Brigada Niederauer”. Coronel Niederauer, bom esclarecer, era coronel de cavalaria da Guarda Nacional. Não é uma critica, são fatos.

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