A Quarta Colônia mostra a força da união – por Luís Henrique Kittel
Marcha dos Vereadores: “regionalismo pode ser a maior vantagem competitiva”

Nesta semana, as lideranças políticas da Quarta Colônia direcionam seus esforços à capital gaúcha para a Marcha dos Vereadores, que em 2026 chega a sua décima nona edição. Para além de um rito institucional ou uma agenda de compromissos, o encontro tornou-se um pilar inegociável de demonstração da união da região para o nosso desenvolvimento: o progresso real e sustentável não acontece de forma isolada. Afinal, nenhum município é uma ilha capaz de prosperar ignorando o contexto ao seu redor.
Entendo que a Marcha é um momento estratégico onde as demandas locais ganham escala estadual. Ao reunir representantes de diferentes municípios, o movimento consolida a voz dos legislativos municipais. Em Porto Alegre, os debates partidários são espaço para uma pauta técnica, construída coletivamente e chancelada por quem vive, na ponta, as dores e os anseios da nossa população.
Saúde, infraestrutura e políticas sociais deixam de ser pedidos isolados de prefeituras ou câmaras para se tornarem um projeto regional maior. Temas históricos, como o gargalo logístico, a manutenção da malha rodoviária, as demandas na área hospitalar e a melhoria dos acessos secundários, retornam à mesa com o peso de uma região que não apenas pede ajuda, mas exige condições para gerar desenvolvimento, segurança e competitividade.
Essa articulação, mais do que tudo, permite que o Governo do Estado e a Assembleia Legislativa enxerguem a Quarta Colônia como um polo de desenvolvimento integrado. Quando falamos em saúde, por exemplo, não buscamos apenas recursos para uma unidade específica, mas o fortalecimento de uma rede que atenda a todos de forma eficiente, diminuindo distâncias e humanizando o atendimento. Na infraestrutura, defendemos caminhos que facilitem o escoamento da nossa produção agrícola e impulsionam o nosso potencial turístico, beneficiando todo o setor de serviços.
Quando atuamos em bloco, ampliamos nossa musculatura política e aceleramos soluções que, individualmente, poderiam levar anos. A união nos permite otimizar recursos públicos, compartilhar boas práticas administrativas e entender que o sucesso de uma cidade vizinha é, em última análise, o fortalecimento de todo o nosso entorno.
A Quarta Colônia demonstra que o regionalismo pode ser a maior vantagem competitiva. É marchando juntos, com passos e discursos alinhados, que transformamos reivindicações em conquistas concretas e construímos o futuro que nossa gente merece e espera de nós.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN. É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.