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Empresa Familiar (5): Sucessor x Assessor – por Carlos Costabeber

Esse é um assunto que me empolga, pois vivenciei por muito tempo com jovens sucessores, que iniciavam a carreira dentro das empresas da família. Lá se vão quase vinte anos, quando criei a Comissão dos Jovens Dirigentes da Rede Ford (mais tarde, ampliei esse trabalho, criando e coordenando o Programa Nacional de Treinamento da Associação Brasileira dos Distribuidores Ford).

Nessa experiência, me deparei com um dos mais graves problemas na sucessão das empresas familiares: os jovens são colocados na situação de “assessores da Diretoria”, ao invés de entrarem no processo de aprendizagem recomendado.

Fiz isso com meus filhos, que começaram a introdução na empresa, justamente atuando nas atividades básicas, elementares; lá no “chão-de-fábrica”.

Esse é o procedimento correto, para que a gurizada conheça a operação como um todo; e bem de perto. Claro, sem querer bancar “o filho do dono”, senão se coloca tudo a perder.

Aliás, a humildade é um dos maiores ensinamentos que os pais devem aos filhos. E na empresa familiar, essa virtude deve ser estimulada. Infelizmente, a maioria dos jovens entra na empresa sem esse preparo. Uma formação que deveria “vir do berço”.

Voltando à fase de preparação dos sucessores, é fundamental o acompanhamento do aprendizado, o tempo em cada função, e a avaliação do desempenho.

Gosto muito da idéia, de se colocar os filhos para trabalharem em empresas fora da família. Fiz isso com meu filho mais velho, que trabalhava nas férias numa rede de supermercados. Essa iniciativa tem vários elementos positivos, mas, principalmente, para que os piás aprendam o significado da palavra “hierarquia”.

É fácil conseguir um estágio fora, bastando solicitar aos amigos empresários. E, claro, oferecendo a contrapartida dentro da sua própria empresa.

Por fim, também por experiência própria, descobri que o jovem tem mais chances de se apaixonar pelos negócios da família se começar a trabalhar nas funções básicas; em contato direto com os funcionários, desde os mais simples até os mais qualificados.

Conclusão: os sucedidos (pais) não devem cometer o erro de colocar os sucessores como meros “mandaletes”, sob o titulo de “assessores da Diretoria”.

Ao invés disso, sigam a orientação acima exposta.

Assim, todos serão felizes, e a empresa da família agradece.

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