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Por favor, pare agora! – por Gilson Piber

Os motoristas de Santa Maria poderiam respeitar mais os pedestres, principalmente nas faixas de segurança. Na acessada Wikipedia, a enciclopédia livre na internet, “faixa de segurança ou faixa de pedestres (português brasileiro) ou passagem de peões ou passadeira (português europeu) é o termo que designa uma sinalização horizontal constituída por uma série de faixas que delimitam a área determinada para a travessia pedestre de ruas, avenidas e vias em geral”. Tais “faixas de segurança são geralmente constituídas de retângulos brancos sucessivos transversais à via atravessada”. 

Em Ijuí e Panambi, só  para citar dois municípios gaúchos, o pedestre coloca o pé na faixa de segurança para atravessar a rua e, imediatamente, o motorista para o seu veículo. É quase automático. Em Santa Maria, infelizmente, isso não ocorre. O pedestre precisa ficar atento, mesmo na faixa de segurança, para não ser atropelado pelo apressado e irresponsável condutor. É bem verdade que algumas faixas de segurança só existem, em solo santa-mariense, no imaginário de motoristas e condutores. Andem ao longo da Avenida Presidente Vargas, uma das mais movimentadas da cidade, para constatarem tal afirmação. Se não bastasse isso, existem condutores locais que cruzam os semáforos no amarelo e, lamentavelmente, no vermelho. 

Apesar das inúmeras campanhas para um trânsito mais humano e, principalmente menos mortífero, parcela significativa dos nossos motoristas seguem afoitos aos volantes. Excedem os limites de velocidade, fazem ultrapassagens indevidas, desrespeitam a sinalização e colocam a sua vida e de outras pessoas em risco. 

Na crônica “O direito de ir e vir”, Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Vamos trabalhar pela afirmação (ou reafirmação) da existência do pedestre, a mais antiga qualificação humana do mundo. Da existência e dos direitos que lhe são próprios, tão simples, tão naturais, e que se condensam num só: o direito de andar, de ir e vir, previsto em todas as constituições… o mais humilde e o mais desprezado de todos os direitos do homem. Com licença: queremos passar.” 

O refrão “por favor, pare agora” da música “Pare o casamento”, sucesso na voz de Wanderlea, poderia servir, também, de incentivo e reflexão aos motoristas santa-marienses para respeitarem mais os pedestres, sobretudo nas faixas de segurança. Que ótimo seria ver os condutores do Coração do Rio Grande agindo como os de Ijuí e Panambi. 

Gilson Piber – gilsonpiber@yahoo.com.br      

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Um Comentário

  1. Perfeito, Gilson.Afora a questão cultural(os motoristas parecem insensíveis com o próximo e com as campanhas educativas) o que vemos, são planejamentos de ações que priorizam, cada vez mais, Sua Excência o Automóvel. O pedestre – ah, essa praga!!! – que se lixe. Atravesse ruas e avenidas como uma roleta russa. De parte dos srs. gênios que pensam o trânsito daqui, ou de outras tantas cidades brasileiras, não se ouve falar em passarelas para facilitar a vida da grande maioria das pessoas que andam a pé.Custariam bem menos do que tantas obras decorativas.Um abraço.

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