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EM BRASÍLIA. Câmara dos Deputados homenageia a UFSM por seus 50 anos

Câmara dos Deputados e a homenagem ao cinqüentenário. Pimenta lembrou assembléia geral de 86, entre outros temas referentes à trajetória da UFSM

Nesta quinta-feira, importante homenagem foi prestada pela Câmara dos Deputados à Universidade Federal de Santa Maria. Por iniciativa do petista Paulo Pimenta, que é jornalista formado pela instituição (onde cursou também o ensino médio), uma sessão solene foi realizada.

Os detalhes do que aconteceu em Brasília chegam através de material produzido pela assessoria do parlamentar. A foto é de Ricardo Lopes. Confira:

Câmara dos Deputados homenageia 50 anos da UFSM

A série de homenagens aos 50 anos da Universidade Federal de Santa Maria ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (16), uma Sessão Solene, proposta pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), foi realizada na Câmara Federal, em Brasília, também em homenagem ao cinquentenário da instituição santa-mariense.

Ao lado do ex-Reitor Derblay Galvão, Pimenta, ex-aluno da Universidade, lembrou que durante muitas gerações a UFSM era a única possibilidade de ensino superior no interior do RS, oeste de Santa Catarina e Paraná. “Hoje, é difícil imaginar Santa Maria sem a Universidade. O trabalho desenvolvido pelo ex-Reitor Mariano da Rocha Filho é símbolo de ousadia, de capacidade de mobilização política, que posteriormente transformou esse centro educacional no que é hoje. Assim como eu, muitas pessoas agradecem as oportunidades que tiveram em suas vidas à UFSM”, disse Pimenta.  

O deputado recordou sua trajetória acadêmica, que iniciou em 1979, quando ingressou com 14 anos no Colégio Agrícola, e quatro anos depois era aluno do curso superior de Agronomia. “Era um período de transição do final da ditadura, quando houve todo um debate no país acerca do ensino público. Através da luta de professores, estudantes, servidores, democratas de todo o país, naquele momento histórico da vida do Brasil, foi assegurada a universidade pública”. 

O parlamentar também lembrou a importância que o movimento estudantil tinha naquela época, já que, segundo Pimenta, os sindicatos, praticamente, não faziam qualquer tipo de ação política crítica e estavam sob intervenção e as entidades dos movimentos comunitários estavam desconstituídas. “O movimento estudantil, não só em Santa Maria mas também em todo o Brasil, cumpria uma missão fundamental pela luta democrática, tanto é que a nossa grande bandeira naquele período era a Diretas Já, em 1984”, conta Pimenta.

Mas o marco daquela geração de estudantes, segundo Pimenta, aconteceu em maio de 1986, quando foi realizada a primeira e única Assembléia Geral da Universidade, que reuniu cerca de 8 mil pessoas no campo de futebol do Centro de Educação Física e Desportos da UFSM. “Existia, no Estatuto da Universidade, um dispositivo que dispunha que o órgão máximo de deliberação da Universidade era a Assembléia da comunidade universitária, mas ninguém nunca tinha pensado o que era a tal Assembléia. Foi um debate memorável, em que a comunidade universitária decidiu por uma paralisação geral, até conquistar recursos para não fecharem o Restaurante Universitário (RU) e para a conclusão das obras da Casa do Estudante. A nossa decisão foi levada para votação no Conselho Universitário, onde houve um empate. Coube ao ex-reitor Gilberto Aquino Benetti dar o voto de minerva, e ele reconheceu a decisão da Assembléia”, relembra Pimenta. 

A paralisação durou semanas, até que um grupo da Universidade, no qual estavam o ex-Reitor Benetti e o deputado Pimenta, foi chamado para uma reunião em Brasília, com o Ministro da Educação da época, Jorge Bornhausen. “Vejam vocês, aquela foi a primeira vez que estive em Brasília, e voltamos para a cidade com recursos para a ampliação do Hospital Universitário, para a continuidade das obras da Casa do Estudante e de tantas outras obras e investimentos que foram fundamentais para a história da nossa instituição”, recorda o petista, que em sua vida acadêmica na UFSM, formou-se em Técnico Agrícola e Jornalismo, além de ter cursado Agronomia e Direito. 

Em nome da UFSM, estava o Vice-Reitor Dalvan José Reinort, que definiu a Universidade santa-mariense como um patrimônio de todos os brasileiros. O Vice-Reitor destacou que são mais de 60 mil pessoas formadas pela instituição, e que atualmente a comunidade universitária possui, aproximadamente, 29 mil membros, onde cerca de 25 mil são alunos. “Nossa missão é educar e gerar conhecimento para a sociedade”, afirmou Reinort.

Presentes à Sessão Solene, os deputados Germano Bonow (DEM) e Mendes Ribeiro Filho (PMDB) também prestaram homenagens à UFSM.”

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