Claudemir PereiraJornalismo

ESQUINA DEMOCRÁTICA. Até quando Santa Maria e a sua gente seguirão anestesiadas pela tragédia?

Garantidas as regras do sítio, de civilidade (a crítica pode ser forte ou não, mas sem ser ofensiva, por favor), você é que decide o assunto, afinal de contas. Ah, e o que está no título é somente uma sugestão. Nada mais.

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8 Comentários

  1. Desculpem, não fui muito clara. Tentei expressar, como ultimamente, diante de tantos fatos, sejam trágicos, como o incêndio na Kiss, sejam bizarros, como Renan Calheiros, presidindo o Senado, o sem-vergonha do Feliciano na CDHM, enfim. São exemplos de como o poder público, em todas as esferas, está se lixando para nós! Não interessa que 241 vidas foram perdidas, não interessa que um homofóbico, racista e machista “represente” justamente as categorias, as quais ele mais abomina, etc. Não somos nada, só servimos para colocá-los lá, para nos fazerem pagar para morrer. Tentei exemplificar como tem acontecido coisas tão absurdas, e parece que estamos naturalizando-as. Na verdade, acho que estamos bestializados!

  2. Eu entendi. O que acontece em Brasília (bizarrices) e não encontra manifestação aqui, tambem podem ser fruto da nossa anestesia.

    Jaci parece bocaberta, mas nem sempre é.

  3. De uma forma geral, diante dos últimos acontecimentos trágicos( 27/01/13), bizarros ( Renan Calheiros, Marcos Feliciano), entre outros, eu acho que se as coisas estão como estão, é porque cada um de nós, alguns mais, outros menos, somos responsáveis. Nos acostumamos a criticar, a reclamar, a culpabilizar o “povo”, os outros (sempre de braços cruzados). Cada um na sua bolha, só tapando o sol com a peneira, como se fossemos inatingíveis. Retirando-nos da condição de ser que faz, que pensa, que produz, que explora, que polui,infringe, que omite, que mata, etc. Se o Brasil , se o mundo está como está, TODOS nós temos culpa, ou pela participação ou pior, pela negligência, pela conivência, pela omissão, “neutralidade”( = falta de vontade de admitir,de lutar e de transformar). Será que é preciso que coisas tristes, doloridas aconteçam para que nos demos conta de que somos um coletivo? De que nós somos o povo que tanto criticamos e chamamos de acomodado? A mudança começa dentro de cada um de nós! No cotidiano, nas pequenas coisas, dentro de casa, na escola, no trabalho, no trânsito. Falamos que nenhum político presta, mas nós os colocamos lá e deixamos que façam o que bem entendem. Que nos explorem, que nos suguem, que acabem com nossos sonhos, que matem nossa juventude. Infelizmente, ainda usamos nossa força da forma errada…

  4. Infelismente acho que tem que mudar mesmo tanto na prefeitura quanto nos bombeiros, pois ninguem assina mais nada, sera que o Governador não esta enchergando que a cidade dele parou, meche no time governador ano que vem tem eleição.

  5. Até a hora que os governantes municipais, pedirem para sair.
    Prefeito, vice e Presidente da Camara.
    Teremos então, a convocação de nova eleição.
    Não o-fazem, pois pensam que defenderão-se, melhor nos cargos.
    Nos cargos…ainda.

  6. Não creio que estejamos diante de alguma anestesia social ou psicológica por conta do ocorrido. Somos brasileiros, o “povo cordial” a que se referia Sérgio Buarque de Holanda.

    O embate não está em nossa cultura e, quando digo “nossa cultura”, faço questão de usar a primeira pessoa do plural. É nossa cultura! Minha, tua e de muitos de nós que até nos indignamos, mas exitamos em lutar de fato.

    Não creio que isso seja defeito, ou virtude. É apenas uma característica, ainda mais evidente em uma cidade tão heterogênea e cheia de diversidades como Santa Maria.

    Alguns podem até dizer “ahhh, mas na Argentina foi diferente, lá eles foram às ruas e lutaram”.

    Pois é, mas convenhamos… a Argentina não é bom exemplo pra nada!

  7. O povo tá inibido pois se articular manifestação de crítica, a situação irá dizer que se deve respeitar o luto dos familiares. Apesar de haver indignação contra os poderes municipal, estadual e até federal (fica claro que o Ministério do Trabalho deveria zelar pela saúde dos trabalhadores, lembremos que muitos morreram na tragédia), quando se conversa de fazer algo contundente, existe a reflexão se isto não seria agressivo contra sobreviventes. São estes dois os motivos que fazem a turma estar anestesiadas.
    Menos mal que existem, sites, blogs, e facebook onde muitos descarregam, mesmo que virtualmente, suas manifestações de indignação.

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