Juventude Republicana de Santa Maria! – por Vitor Hugo do Amaral Ferreira
Na última quinta-feira fui convidado a assistir, denominado de assembleia, encontro organizado por um grupo de estudantes, que reunidos na Praça Saldanha Marinho, manifestaram-se em relação ao serviço de transporte coletivo de Santa Maria. Por ora, vou deixar as considerações sobre o tema para uma próxima oportunidade, garanto-lhes que será logo.
O fato que me instigou a aceitar o convite, fazendo-me presente como ouvinte ao tal movimento, foi observar o que até então apenas me era noticiado como o discurso da nossa dita juventude. Na Praça pude ter ideia do que pensam, dizem e o que querem. Sem pretensas intenções, creio que ainda me inclua, razão que tenho para falar na minha juventude.
Palavras articuladas em gritos de ordem, em discurso. Político? Sim, nem poderia isentar-se disso. Partidários? Não sei, não em sua totalidade. Foi o envolvimento em si que me motivou a reescrever um texto já dito, mas que adaptado às situações, torna-se oportuno, e ainda que não completamente inédito, dedico-o à juventude republicana.
Aos jovens que lá estavam, uns por convicção, outros nem tanto. Alguns movidos pela curiosidade, outros por acreditar na mudança, mesmo sem saber ao certo qual. Disso, o importante é que se faça, dos que lá estiveram, instrumento de um novo agir, que compreenda atitude e coragem. Senão isso, não são merecedores de lá estar!
Tomados pelo desejo de mudança, jovens que são, ainda estão por construir o seu próprio entender. Alerto: às vezes passamos uma vida inteira percorrendo o que somos, e quando encontramos, passamos a um segundo dilema, entender os que nos rodeiam.
Neste sentido, parafraseando canção dos Engenheiros do Hawaii, não importa se só tocam o primeiro acorde da canção a gente escreve o resto em linhas tortas nas portas da percepção, em paredes de banheiro, nas folhas que o outono leva ao chão, em livros de história seremos a memória dos dias que virão…
Juventude Republicana de Santa Maria! Eis o chamado, se dito pela ex-governadora Yeda Crussius ser Santa Maria uma República, em que pese, não me traz nenhum descontentamento, desde que por República fique o entendimento de “coisa pública”, forma de governo que se caracteriza pela escolha do dirigente, que, por sua vez, representa os interesses e anseios dos cidadãos. Dessa forma, o que é público remonta a ideia de todos, não só para uso e proveito, mas também para comprometimento, razão que somos todos fiscalizadores das ações dos agentes investidos de poder público.
Em uso da mesma canção, continuemos… Não importam se só tocam o primeiro verso da canção, a gente escreve o resto sem muita pressa, com muita precisão, nos interessa o que não foi impresso e continua sendo escrito à mão, escrito à luz de velas, quase na escuridão,
longe da multidão.
Apropriado é o refrão, pois não raramente somos um exército, o exército de um homem só, no difícil exercício de viver em paz, sem bandeira, sem fronteiras para defender, pra defender…
Lembrando que precisamos ser a soma de bons pensamentos e a materialização de grandes ideias, tenho por certo que queremos muito mais prática do que discurso. A juventude manifesta-se por outros meios, instrumentos e falas novas, redes sociais, manifestos centrados (alguns exagerados, mas ainda com razão). Neste cenário, encerro utilizando-me novamente dos Engenheiros: (…) não interessa, o bom senso diz, não interessa o que diz o rei (se no jogo não há juiz não há jogada fora da lei), não interessa o que diz o ditado, não interessa o que o estado diz, nós falamos outra língua, moramos em outro país… Somos um exército (aqui façamos uma nova letra) não mais de um homem só.





Agradeço as manifestações. Pensar é o primeiro passo, organizar o discurso e torná-lo prático é o nosso desafio. Grande abraço!
Se por um lado a dormência (muito achegada ao comodismo do povo) é imensamente frustrante aos olhos de quem pensa a política por um prisma crítico notando suas falhas, -não com olhos de descaso, mas de renovação- é imensamente esperançoso ver que essa mesma dormência enaltecida pelo descaso, não atinge a todos.
Aqui está o cerne do pensamento político e da mudança: o pensar politica, não de modo engessado, mas de modo abrangente(faço referência à opinião do Matheus DG).
Maquiavel partia do princípio que as coisas devem ser analisadas como são, e não como deveriam ser e nesse contexto está a juventude política de Santa Maria, a qual serve de exímio exemplo do termo “ser cidadão” que não é só ter, mas fazer cumprir seus direitos e deveres, o que se vê com muito fervor no meio acadêmico e em reivindicações populares como houve no ano passado em relação ao aumento do valor das passagens de ônibus onde analisou-se o ser – aumento do valor da taxa de transporte público- e partiu-se para a luta do dever-ser – diminuição do valor desta mesma taxa-.
A política de um kg de comida por um voto é cômoda para alguns, os quais preferem que o intelecto não se desenvolva, o que realmente é frustrante. Porém, por outro lado é excitante ver que pessoas que querem a política por seu melhor ângulo como tem demonstrado o Vitor, não só por este atrigo, mas por seus diversos feitos pela comunidade estão presentes, incentivando os jovens, futuros da politica nacional. Encho-me de esperança e de vontade de seguir lutando por mudanças, com o incentivo de pessoas que levo como exemplo.
A força para uma nova mudança em nossa cidade deve ultrapassar a individualidade de cada um que luta por uma melhor perspectiva do futuro. O presente texto nos abre os olhos e nos permite também fazer parte desta idéia, sejamos efetivamente colaboradores de uma mudança, somente assim chegaremos a uma solução necessária aos problemas da nossa Santa Maria.
Como disse o Carlos Alberto, Santa Maria PRECISA de pessoas com o teu comprometimento e coragem. A mudança que almejamos só será alcançada quando pessoas de BEM se infiltrem na política tão desacredita pelo povo.
Vitor, sempre abordando temas relevantes de maneira exemplar. O melhor é que sabemos que são mais que palavras e sim mais um aliado para continuar “escrevendo” as páginas dessa luta.
Pessoas com o teu comprometimento social e coragem que Santa Maria precisa cada vez mais.
Tuas palavras devem ser internalizadas e executadas por cada um de nós!
Não importa a bandeira, se a causa é justa a luta é válida!
Ótima oportunidade para este debate. O mov. estudantil de Santa Maria deve libertar-se das ideologias e dos óbices da influência político-partidária que impedem a evolução das discussões em torno dos problemas de nossa cidade no sentido de criação de propostas de mudanças concretas.
Devemos apoiar pessoas, e não partidos. Pessoas com idéias novas mas com princípios sólidos, como o autor deste texto.