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PROPOSTA. Você é estudante de universidade pública? Projeto obriga a prestação de seis meses de serviço gratuito

O serviço social profissional obrigatório. Esse é o nome. Quem o propõe é o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná. E se trata, conforme o parlamentar, de uma “compensação pelo privilégio do ensino gratuito, ao mesmo tempo em que abre aos brasileiros carentes o acesso efetivo aos diversos serviços de competência do poder público”.

Bonitas (e quem sabe sábias) palavras. Mas de difícil regulamentação. No entanto, são bastante razoáveis as possibilidades de aprovação, pela Câmara dos Deputados. De todo modo, é no mínimo um debate interessante, esse.

Ah, para saber mais detalhes sobre o projeto, que tramita em regime conclusivo (pode até ser aprovado sem a necessidade de ir ao plenário), acompanhe material produzido pela Agência Câmara de Notícias. A reportagem é de Luiz Claudio Pinheiro. A seguir:

Aluno de universidade pública poderá prestar serviço obrigatório

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 326/11, do deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que obriga o recém-graduado das instituições públicas de educação superior mantidas pela União a prestar serviço social profissional pelo prazo de pelo menos seis meses, sem remuneração salarial.

Pelo projeto, o serviço social será prestado de acordo com a natureza da formação acadêmica, com o objetivo de colocar à disposição da sociedade a preparação profissional do recém-graduado. Ele será requisito prévio para obter o título ou grau acadêmico, sem substituir o estágio profissional obrigatório.

Contrapartida
Para Rubens Bueno, o projeto representa uma alternativa à ideia de cobrar mensalidades dos alunos de graduação do ensino público. “É justo que os estudantes beneficiários da privilegiada experiência de estudar gratuitamente nas…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

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8 Comentários

  1. Retorno para o Estado? Algum aqui já ouviu falar de impostos? Pagamos e por isso temos direito de estudar.

    Ralamos pra entrar em uma federal, ralamos para formar, aguentamos coisas que pessoas que fazem particular não precisam aguentar (greves, corpo mole do funcionalismo público, etc) e ainda temos que prestar serviço de graça por 6 meses após formar? É uma piada.

    Este deputado deve ter formado em universidade particular e ficou revoltado por não ter conseguido cursar uma federal, e agora quer descontar.

    Criar projeto de lei pra diminuir férias e benefícios de deputados ninguém cria né?

  2. @joão rocha
    O problema, João, começa antes de se chegar à universidade pública, que é um grande funil. É preciso que estados e municípios qualifiquem ainda mais o ensino, as escolas, os professores, fazendo com que a maioria tenha chance de chegar à universidade. E, por outro lado, o governo federal tem que investir mais e mais e mais no ensino superior, ampliando vagas e qualificando a universidade. Não basta criar bolsas em faculdades particulares, teria que transformar o ensino público e gratuito em todos os níveis, o que no ensino superior, é uma realidade muito, muito distante. Não me parece que fazer aluno “pagar” depois de formado vá resolver as deficiências daquilo que o Estado não oferece, como a própria questão da saúde.

  3. olha josé zasso isto acontece quando os estudantes de de fazer as monografias aí eles correm para as comunidades com pesquisa idèias e por aí vai só que DEPOIS a gente não fica sabendo da sua monografia e simplesmente eles desaparecem TEM DE SER DEPOIS DE FORMADO SIM e estudar em universidade pública é crime o que muuuuuitos cometem tirando vaga das pessoas mais carentes, um abraço

  4. podem falar mal de cuba mas lá é assim o governo investe no sujeito e ele devolve centavo por centavo em serviços prestados a população, hoje o que se vê na UFSM os filinhos de papai com seus carrões estudando as custas do povo e depois se formam montam seus consultórios que pobre talves não entre nem como faxineiro, NÃO PODE SER SÓ SEIS MESES tem de devolver tudo o que foi investido aí vamos ter saúde plena sem ter de amanhecer em um posto para consultarmos
    uma perguntinha
    quantos médicos e advogados engenheiros e etc….. a UFSM forma por ano? com certeza a maioria dos problemas da população seria sanado com esta medida.

  5. José Luiz:
    A universidade pública só deixará de ser um privilégio no dia em que um trabalhador possa cursar Medicina no turno da noite.
    No mais, é privilégio sim, que tem que dar retorno EFETIVO, na forma de prestação de serviços em cada área específica de formação.
    Quantos formandos em Medicina poderão reduzir as demandas nos Postos de Saúde?
    E Odontólogos? Enfermeiros?
    Quantos advogados auxiliando as Defensorias Públicas?
    Quantos engenheiros e arquitetos auxiliando na qualificação de projetos de interesse público?
    Tem que dar retorno mensurável e não na forma de “extensões”, projetos ou pesquisas, que acabam sendo apenas paliativos para agradar a platéia sem trazer nada de concreto.
    Ideal mesmo será no dia que cada estudante “pagar” seu ensino público conforme suas possibilidades.
    Quem tiver grana, paga em “cash”… quem for remediado paga com trabalho.

  6. outra questão é a necessidade de superação dessa ideia de que a universidade pública é um privilégio, enquanto continuarmos pensando assim, ela vai ser sempre um privilégio para poucos. A universidade pública tem que ser entendida como um direito universal, com a obrigação de retribuir para a sociedade! E isso para por defender os 10% do PIB para a educação e por outro modelo de universidade…

  7. embora a intenção do deputado parece ser boa, essa proposta tem que ser aprimorada! No DCE a gente tem discutido, e conseguiu colocar nacionalmente esta pauta, a valorização da extensão.

    A universidade pública tem que estar a serviço da sociedade, o que é produzido pela universidade tem que ter retorno. Me parece temerário que isso seja feito APÓS a conclusão do curso e de uma maneira como uma “compensação”, como se estudar em uma universidade púbslica fosse crime.

    O que a gente tem defendido é que, no mínimo, 25% dos currículos, o que dá pelo menos o dobro dos tais seis meses propostos pelo deputado em qualquer curso de graduação, sejam realizados em programas de extensão, com os estudantes conhecendo a realidade social, aprendendo e em contrapartida também promovendo o desenvolvimento econômico e social.

    A partir da valorização da extensão, se fazer a pesquisa e o ensino. Esse modelo é um modelo que vem sendo adotado, nos últimos anos, pela Universidad de La Republica, no Uruguai.

    José Luís Zasso
    DCE UFSM

  8. Enfim algum político apresenta um projeto decente na Câmara dos deputados.
    Chega da sociedade patrocinar a formação qualificada de milhões de estudantes de Universidades públicas sem ter nenhum tipo de retorno objetivo.
    Quem estuda de graça tem que pagar com trabalho, e a sociedade certamente agradecerá.

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