IMPERDÍVEL ENTREVISTA. José Paulo Bisol fala de Lula, Dilma, RBS, Olívio, Mídia, Polícia, Justiça e muuuito mais

 

O trabalho é tão extraordinário, que seria uma estupidez querer simplesmente comentá-lo. Só posso dizer que se trata de uma graaaande entrevista. Feita por Núbia Silveira e publicada no ótimo jornal eletrônico Sul21. Creia: você jamais leria isso em um veículo da mídia tradicional.

Posso garantir que é muito mais do que você lerá a seguir. Então, reproduzo apenas três das inúmeras perguntas. E você poderá ter uma pálida ideia do que disse João Paulo Bisol, ex-senador e secretário de Justiça no Governo Olívio Dutra, entre outras funções públicas. Hoje vive, aos 83 anos, em Osório. Confira. É uma aula – não, não precisa acreditar em tudo. Mas garanto: vale a pena. A seguir:

Sul21 – O senhor chegou a fundar o PSDB com o ex-governador paulista Mário Covas?

Bisol – Eu ia participar da fundação do PSDB com Mário Covas. Eu admirava o Mário Covas. Mas aí o pessoal me chamou para um canto e disse assim: “olha, a única possibilidade que nós temos de um vice para o Lula és tu. E tu não podes entrar nem pro PT e nem pro PSDB”. Aí, a pedido do próprio Lula, eu me inscrevi no partido socialista (PSB)…

Sul21 – Como o senhor está vendo o governo de Dilma Rousseff?
Bisol –
Conheço bem a Dilma como uma mulher poderosa, forte. Bem estruturada. Mas tenho medo da doença dela. A doença dela não é brincadeira. Meu irmão teve também. E eu não sei até onde ela pode enfrentar isso aí. Ela tem uma vantagem: o Lula se desgastava emocionalmente, porque se doava a todos, e buscava o êxtase máximo em cada oportunidade. Ela não. Ela é bem sóbria. Talvez ela possa governar melhor que o Lula até…

Sul21 – Voltando à pergunta sobre a RBS. Por que, afinal, a RBS liderou essa campanha contra o senhor?
Bisol –
Bom, isso é fácil de responder. Eu tinha sofrido uma perseguição da RBS antes, não só da RBS mas de outras mídias, que inventaram uma história de uma emenda (ao Orçamento), que eu fiz e que seria corrupta, que seria no meu interesse. É claro que eu fui ingênuo nisso aí. Mas, a verdade é que eu, por escrito, pedi à Justiça que abrisse um inquérito, logo que eles começaram a falar. Abrisse um inquérito e dissesse se havia algum problema. E o inquérito foi feito, com acompanhamento do Ministério Publico. O delegado chegou à conclusão de que não havia nada. O MP deu o seu parecer, dirigindo-se ao magistrado, de que não havia nada e o magistrado arquivou o inquérito, dizendo que “não há nada que possa incriminar José Paulo Bisol”. Esse inquérito foi feito logo no início para acabar com aquele negócio. Vocês sabiam?…”

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2 comentários

  1. Luiz

    Faltou falar sobre a Isabel, líder do MST e verdadeira secretária de segurança do Rio Grande do Sul no (des) governo Olívio Dutra.
    Ela era “eminência parda” que mandava e desmandava na Secretaria de Segurança, enquanto Bisol era apenas figura decorativa.
    Quem conheceu a SJS naquela época sabe do que estou falando.

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