PRIVATARIA. Serra, FH e vários tucanos graúdos, no livro que a mídia grandona ignora

PRIVATARIA. Serra, FH e vários tucanos graúdos, no livro que a mídia grandona ignora - privataria

O livro: silêêêêncio da midiona

A mídia grandona, tão pródiga (e não está necessariamente errada) em investigar, não raro com a sofreguidão que leva à injustiça, uns e outros, não está dando a mínima a um grande trabalho de reportagem. Sim, reportagem. Será por que os alvos, desta vez, sejam outros? E bastante emplumados?

Bueno, que cada um tire conclusão própria da cachola. Mas não me venham com essa história de imparcialidade da mídia, que esta (como já comprovado aqui mesmo várias vezes), é conto da carochinha. Inclusive o exemplo presente dá mostra: afinal, o livro lançado neste final de semana é simplesmente ignorado.

Ah, mas que trabalho jornalístico é este? Para saber, precisa recorrer-se a veículos para além do oligopólio. E, claro, pela internet. Acompanhe, a propósito, reportagem publicada no jornal eletrônico Sul21. A seguir:

Livro “A Privataria Tucana” revela escândalos em privatizações da era FHC

Chega às livrarias nesse fim de semana o livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, que resume 12 anos de investigação jornalística sobre as privatizações promovidas no governo de Fernando Henrique Cardoso. O livro, de 343 páginas, é publicado pela Geração Editorial e apresenta documentos inéditos que mostram fortes indícios de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas – tudo documentado em fontes públicas, como a CPI do Banestado.

No livro, personagens como José Serra aparecem com grande destaque. Segundo as revelações do livro, há uma verdadeira teia de irregularidades, que se tornou especialmente próspera no auge do período de privatizações, que apontam na direção do ex-governador de SP e candidato à presidência em 2010. No livro, Ribeiro Jr. elenca outros personagens ligados à “privataria” dos anos 90 – todos ligados a Serra, seja diretamente (como a filha Verônica e o genro Alexandre Bourgeois) ou de forma mais empresarial, como o economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-tesoureiro de Serra e de FHC.

Segundo a Carta Capital, que publica uma longa matéria sobre o livro na edição que chega às bancas no fim de semana, o livro de Amauri Ribeiro Jr. traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na…”

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4 comentários

  1. regis

    Bueno,era certo a corrupção das privatizações,entregaram só o filé e nunca apareceu o dinheiro,sim entregaram porque o modelo usado foi de negociata interesseira para alguns poucos,corruptos e corrutores.

  2. Valdo Nascimento

    O dinheiro que levaram do povo nessas privitazições tucanas dava para construir uns 5 mil hospitais e umas 200 mil escolas. E ninguém responde sobre essa barbárie.

  3. Luiz

    FHC foi certamente o governo com maior volume financeiro de corrupção da história recente do país (já que em quantidade de safadezas os governos do PT são imbatíveis).

    Muitas das privatizações feitas por FHC foram necessárias e benéficas ao país, mas isso não dá imunidade para ninguém que tenha cometido as falcatruas que certamente aconteceram naquele período.

    Tem que investigar meeeesmo e divulgar meeesmo todas as falcatruas que FHC e alguns de seus comparsas cometeram.

    Nos Estados Unidos, um governador que quis “vender” o mandato de senador que foi de Barack Obama pegou 14 anos de cadeia.

    Aqui, até hoje José Dirceu e Delúbio Soares seguem livres, leves e soltos.

  4. Rogério Ferraz

    Pois é. Fico a imaginar onde está o erro. Pois a grande mídia até hoje nunca tentou puxar uma marcha contra a corrupção pelos milhões que sumiram naquele período de privatizações. Aliás, pelo silêncio, esta mesma mídia torna-se cumplice, se não for partícipe, desta corrupção.
    Todos somos contra a roubalheira. Então, por que não ganha corpo esta tal marcha contra a corrupção? Justamente por que o povo se deu conta de que os veículos de mídia “puxadores” da marcha são tão ou mais corruptos que os próprios corruptores.

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