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EM 1ª MÃO. Marion Mortari perde o mandato e fica inelegível por 8 anos. Confira a sentença. Cabe recurso

A juiza Karla Aveline de Oliveira, da 141ª Zona Eleitoral, sentenciou, o vereador Marion Mortari (PSD) à cassação do mandato eletivo conquistado em outubro. Também, conforme a sentença, ficará inelegível por oito anos.

A sentença também traz a condenação de uma assessora do parlamentar, Andrea Righi Machado, da coordenadora da Unidade Básica de Saúde Waldir Aita Mozzaquatro, Jane Salete Campos Tomazzetti, e dos partidos da coligação a que ele pertencia (PSD, PSDB, PRP) a pagarem, solidariamente, multa de R$ 106 mil.

Da sentença, em sentença expedida ontem, 25 de março ainda cabe recurso, inicialmente ao Tribunal Regional Eleitoral.

A condenação do vereador (e de Andrea e Jane Salete) tem como origem uma representação do Ministério Público Eleitoral, por condutas vedadas e aos partidos, coligações e candidatos que delas se beneficiarem, na campanha eleitoral do ano passado.

Mas, o que seria isso? Confira um pequeno trecho da sentença e entenderá:

“…o encaminhamento e o agendamento de consultas médicas e odontológicas e exames médicos, bem como solicitou ou obteve o cartão do SUS, medicamentos, vacinas, fraldas e outros insumos de saúde, para diversas pessoas, potenciais eleitores de MARION MORTARI (…)
As consultas, agendamentos, realização de exames e obtenção de medicamentos e insumos, assim como a emissão e entrega do cartão do SUS foram possibilitadas/permitidas pela Coordenadora da UBS Waldir Aita Mozzaquatro, a representada JANE SALETE, que, excedendo as prerrogativas de seu cargo, autorizou a marcação ou agendamentos de consultas para pessoas indicadas por ANDREA, com quem JANE possui relação de parentesco (prima), bem como a retirada de medicamentos e outros produtos de saúde por parte de ANDREA, que não pertence ao quadro de funcionários da referida UBS. Após, ANDREA retirava os cartões do SUS, vacina, medicamentos e insumos na UBS para entrega às pessoas favorecidas…”

QUER CONFERIR A SENTENÇA, NA ÍNTEGRA?  CLIQUE AQUI E CONFIRA 

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8 Comentários

  1. O vereador Marion estava com a oposição tucana nas últimas eleições, por isso que a coligação foi responsabilizada também.

    Como tem gente mal informada e desatualizada…

  2. Fui pesquisar e encontrei em 11/12/2012 o jornal A Razão publicou a seguinte notícia:

    “O Ministério Público Eleitoral de Santa Maria tem sido bastante rigoroso em relação a denúncias de supostas irregularidades praticadas nas eleições municipais. Na tarde de ontem, no Fórum, foi realizada audiência no processo que tem como réus o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), o vice, José Haidar Farret (PP), e o então candidato a vereador, Cláudio Rosa (PMDB).
    O processo corre na 147ª Zona Eleitoral e tem como juíza do caso Karla Aveline de Oliveira.
    No dia 5 deste mês, outra audiência tinha como ré a vereadora reeleita Maria de Lourdes Castro (PMDB).
    Nos dois processos o Ministério Público Eleitoral pede a cassação de registros. ”

    Muito interessante a notícia.

  3. Minha homenagem aos herois anônimos que atuaram neste trabalho de natureza federal realizado por servidores estaduais.

  4. Isso deveria acontecer com todos os que tentam fraudar o sistema, inclusive os beneficiários, por um motivo muito simples: A sociedade precisa entender a competência de cada um, ou seja, (desculpem mas vou gritar) EXECUTIVO É EXECUTIVO E LEGISLATIVO É LEGISLATIVO. Mas pelo estágio atual do senso comum, nem desenhando prá entender issso.

  5. Isto é uso da máquina pública para uso particular, uso privado.
    E o atual prefeito ñão foi beneficiado?
    E o vice prefeito não foi beneficiado?
    Somando com a atual presidente da CPI da farsa.
    Tem outros vereadores ou vereadoras que também utilizaram a máquina da prefeitura para se eleger?
    É a verdade e a justiça batendo na porta da prefeitura.
    É a verdade e a justiça batendo na câmara de vereadores.
    Tem mais novidades iguais a esta pela frente???
    Atenção aos que fazem as coisas erradas na cidade que …..

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