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MEMÓRIA. A morte de Paulinho, o “gigante de alma”

Paulinho Bilheteiro, memória de Santa Maria
Paulinho Bilheteiro, memória de Santa Maria

Morreu, no final da manhã, no Hospital de Caridade, onde estava internado e após um longo período de enfrentamento ao mal que o acometia, uma das figuras mais simpáticas e conhecidas de Santa Maria: Paulo Neron Rodrigues. Ou “Paulinho Bilheteiro”.

Paulinho, que completaria 75 anos em 12 de maio, está sendo velado na capela 1, do HC, na rua Floriano Peixoto e será sepultado amanhã, às 10 da manhã.

Quem melhor descreveu sua figura e com ele conversou por umbom tempo, foi o colega Ricardo Ritzel, hoje no portal Bei, em reportagem publicada no dia 17 de novembro, no jornal A Razão. O texto é reproduzido a seguir, como uma homenagem a essa singular figura da vida de Santa Maria. Acompanhe:

Um gigante de alma chamado Paulinho

Não existe personagem mais popular em Santa Maria que Paulo Neron Rodrigues, o Paulinho Bilheteiro, de 74 anos. Todos o conhecem na cidade, todos gostam dele, independente de raça, cor, credo ou classe social. Tanto, que há uma palavra que é constante nas declarações daqueles que convivem com essa figura humana ímpar da cidade: um gigante.

O que pouca gente sabe, principalmente os mais jovens, é que aquele senhor baixinho que está sempre alegre vendendo bilhetes de loteria há mais de 50 anos na boca da Primeira Quadra, hoje chamada de Calçadão, tem uma faceta artística singular: entre 1959 e 1983 ele literalmente arrebatou plateias infantis nas peças produzidas pela

Escola de Teatro Leopoldo Fróes, dirigida pelo inesquecível Edmundo Cardoso. Quem recorda desta época é Gilda Cardoso, filha de Edmundo e também atriz da Leopoldo Fróes. “Em 1959, Paulinho começou no teatro com a peça ‘O Casaco Encantado’, encenada no Instituto de Educação Olavo Bilac, e não parou mais. E o sucesso foi tanto com a criançada que ele ajudou, e muito, a formar uma plateia ávida pelo bom teatro na cidade. Paulinho ajudou, com certeza, a construir a história do teatro infantil de Santa Maria”

E pesquisando nos arquivos da Casa de Memória Edmundo Cardoso, Gilda relembra as peças que Paulinho participou, sempre com casa lotada e quase sempre encenadas no Cine Teatro Imperial, Colégio Olavo Bilac e Clube Caixeiral: O Casaco Encantado (1959); Pluft: O Fantasminha (1960); O Cavalinho Azul (1963); Marta Minhoca (1968); A Revolta dos Brinquedos (1971/72); Dona Patinha Vai Ser Miss (1975/76); Marequinha Fru-Fru (1978); Joãozinho Anda Para Traz (1983)…”

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4 Comentários

  1. Uma estatua?
    Alguém teve essa ideia: Parabéns.
    Uma estatua em homenagem a um pequeno grande homem que nos deixou. Vendedor de bilhetes andava pelas ruas da cidade, fazia parte da historia do calçadão de Santa Maria. Era conhecido em todo o Brasil, por todas as pessoas que aqui passaram.
    O Paulinho Bilheteiro era espontâneo, agradável, recreativo, e original. Também marcou a história da dramaturgia local, quando atuou nas peças teatrais da Escola de Teatro Leopoldo Fróes, dirigida por Edmundo Cardoso, entre os anos de 1959 até 1983.
    Cheio de qualidades um homem dos mais simples que conheci não pode ser esquecido.
    A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas as pessoas que admiro, sem esquecê-las. Despedir-se de um amigo é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma parte de nossa história que terminou, externamente, sem nossa concordância.
    Ah,apoio esta idéia,uma estatua do Paulinho no calçadão? Seria o máximo!

  2. Paulinho é sinônimo de Santa Maria. Belíssimo texto do jornalista Ricardo Ritzel o chamando de Gigante. Gigante no teatro – na cultura santa-mariense – e na cordialidade que tratava a todos. Uma lastimável perda. As ruas da cidade não serão as mesmas sem ele. Gigante Paulinho!

  3. Oh, meu amigo, que eu tive a honra de conviver na Sociedade Francisco Costa. Rezo a Deus que tenha chegado ao outro lado com PAZ. Minha despedida é triste mas sei que tu acreditava que iremos renascer de novo, assim depois dessa viagem, te quero reencontrar novamente… Que os anjos de Deus tem recebam, anjos esses que sabemos são amigos e parentes. Até meu amigo…

  4. Bah, Santa Maria entristeceu de novo. O Paulinho dos bilhetes, das escadarias do Banrisul,do calçadão, do coração de tanta gente… Vá com Deus.

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