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Professor Pedro Brum Santos: entre figueiras e andorinhas – por Luiz Carlos Nascimento da Rosa

Lembrança do conterrâneo a quem ‘escolheu o caminho universal da literatura’

O Professor Pedro Brum Santos foi meu conterrâneo em Tupanciretã. Ouvi ele narrando jogos do GEPO na Rádio Tupanciretã.

O primeiro título que veio em minha cabeça foi: Pedro Brum Santos, do rural ao universal.

Sinceramente eu não tenho consciência, que o Professor Pedro teria gostado de minha, singular, Prosa? O Professor, como todos nós, possuía ou possui seus processos idiossincráticos. Qual grande professor não alimenta ou alimentou isso nas franjas de sua alma?

Conheci o sisudo professor pesquisador. Colega de CEPE e CONSUN. O professor era de poucos sorrisos. Sei lá o quê passava na cabeça do Pedro?

O Professor nasceu num difícil lugar chamado Lageado do Celso. Estradas íngremes e empoeiradas. Provavelmente meu querido professor não tinha ventilador para afugentar a poeira intensa que vinha da estrada. Será que o Papai e Mamãe do professor tinham livros para colocar a sua disposição? Conhecendo Tupanciretã, penso que é muito difícil.

De uma estrada rural do “Lageado do Celso” o Professor Pedro Brum Santos escolheu o caminho universal da Literatura.

Eu e meus amigos pescavamos no Lageado do Celso.

Imagina alguém nascer nas estradas empoeiradas do Lageado do Celso e se apaixonar por Shakespeare e Dostoievski?

Quem sabe um dia voltarei a poeirenta estrada do Lageado do Celso e pescaremos um lambari com fragmentos de partículas que pertenceram ao saudoso professor Pedro Brum Santos.

Eu sei que lá, no Lageado do Celso, tinha muitas frondosas figueiras. Sei que o Pedro era parte infinita dessas raízes históricas das figuras, e sei também que adquiriu asas e voou como as andorinhas em busca de sua vida e novos verões. Essa andorinha buscou o berço singular e universal do conhecimento literário. O Professor, certamente, reinterpretou o seu mundo rural com o conhecimento universal de Shakespeare e Dostoievski. Só quem conhece é capaz de transformar o ordinário em extraordinário. O conhecimento da linguagem Estética é capaz de produzir as ferramentas para fazer emergir as possibilidades das “Experiências Estéticas” que as diferentes linguagens das Artes podem fazer emergir.

O  Professor Pedro foi capaz de fazer isso se transformar numa linguagem educacional…

(*) Luiz Carlos Nascimento da Rosa é professor aposentado do departamento de Centro de Educação da UFSM.

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Um Comentário

  1. Sem desmerecer o finado, Vermelhos usam as palavras como bem lhes aprazem. ‘Universalmente’ desconhecido, bom destacar, fora da bolha que cada um tem.

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