64 NUNCA MAIS. Jamais esquecer, para não repetir. O cinquentenário é pra isso também, afirma ex-ministra

64 NUNCA MAIS. Jamais esquecer, para não repetir. O cinquentenário é pra isso também, afirma ex-ministra - maria-do-rosário

Maria do Rosário: aos envolvidos na repressão, falta dignidade de falar a verdade ao Brasil

Esteve junto ao ministério dos Direitos Humanos um importante instrumento para rever, relembrar e não mais repetir os atos de desrespeito ao cidadão brasileiro, perpetrados pelos algozes da ditadura militar. No caso, a Comissão Nacional da Verdade.

Sobre isso, e bem mais, a titular da pasta até esta sexta-feira, a deputada federal Maria do Rosário, falou à assessoria de imprensa da Seção Sindical dos Docentes – em entrevista realizada no último sábado, quando a parlamentar esteve em Santa Maria. Vale conferir a reportagem assinada por Fritz R. Nunes, também autor da foto. A seguir:

 “Lembrar ditadura é fortalecer democracia, diz ministra…

Rememorar os 50 anos do golpe militar no Brasil é, para a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, fortalecer a democracia. E isso porque, em sua análise, a ditadura continua presente em algumas instituições brasileiras, especialmente nas prisionais e na própria polícia militar, bem como no Estado como um todo. “Se nós não fizermos essa rememoração permanente, tendemos a não nos posicionarmos criticamente diante desse Estado que tem um viés autoritário que precisa ser superado”, opina a ministra. Ela conversou com a assessoria de imprensa da Sedufsm sobre o golpe de 1964, os limites da Comissão da Verdade, criada para investigar a repressão da ditadura militar e também sobre a violência policial no Brasil. A entrevista foi concedida no último sábado, 22, durante a visita que Maria do Rosário fez a cidade para realizar a assinatura do convênio de implantação do Centro de Referência em Direitos Humanos.

A atual ministra acredita que o dia 31 (de março de 1964) também serviria para resgatar questões que não foram concluídas, como a entrega dos corpos de mortos e desaparecidos, ou a demonstração das circunstâncias de morte que algumas pessoas vivenciaram. “A democracia não é algo acabado, tem que ser construída todo dia e sempre. E a democracia no Brasil foi construída com grandes contradições, sobretudo no conhecimento que a população tem sobre a nossa própria história recente, a história da ditadura militar. Então é importante rememorarmos essa data num sentido crítico e conseguirmos compreender o que significou negativamente ao país, a toda uma geração e como isso repercute até hoje no Brasil”, explica.

Uma das missões da Comissão da Verdade, diz a ministra, é demonstrar as circunstâncias de morte de muitas pessoas. O problema estaria no pacto que muitos torturadores fizeram de não contar sobre os abusos e crimes cometidos outrora. “Lamentavelmente muitos que participaram daqueles fatos não têm tido sequer a dignidade, como pessoas idosas que são, de dizerem a verdade ao Brasil e recuperarem um lampejo de consciência falando sobre a traição que fizeram à pátria no momento do golpe contra o presidente João Goulart”, diz Maria do Rosário…”

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