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Privatização. Eis, aí, uma história que ainda terá que ser contada. Mesmo que não queiram

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) quer investigar a privatização da Vale do Rio Doce, a maior exportadora brasileira. Que os neoliberais empedernidos não se assustem: é o único. Pelo menos por enquanto. Mas o fato é que há muita nebulosidade nessa história – como também na entrega ao capital privado, não obstante os benefícios em termos de serviço, de outros setores, como telefonia e energia, por exemplo.

 

A propósito dos desejos simonianos, confira reportagem publicada pelo melhor sítio entre os que cobrem a política brasiliense: o Congresso em Foco. Lá no final, um pequeno (e singelo) adendo claudemiriano. Acompanhe:

 

“Simon quer “chama acesa” sobre venda da Vale

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) é, pelo menos por enquanto, uma voz isolada dentro do Congresso na defesa de uma investigação sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Consciente de que a criação de uma CPI para investigar o que ele chama de desvirtuamento do valor do preço mínimo da Vale, Simon disse ao Congresso em Foco que pretende manter pelo menos a “chama acesa” sobre o tema.

“Não quero mexer na privatização por que a Vale vai muito bem obrigado, mas a avaliação do patrimônio foi uma ilicitude total na hora da venda. Por enquanto, vamos procurar o governo para saber se esse processo pode ser revisto”, disse o senador gaúcho ao site. “Com duas CPIs onde PT e PSDB fazem essa briga de mentirinha, uma CPI para a Vale é impossível nesse momento”, avalia.

O senador do Rio Grande do Sul também ficou ainda mais cético sobre a possibilidade da sua tese ser aceita quando foi confrontado com as doações de campanha feitas nas últimas eleições pela companhia mineradora.

Nas eleições em 2002, a Vale, por meio da Navegação Vale do Rio Doce S/A, fez doações de campanha no valor total de mais de R$ 2,4 milhões. As maiores doações (veja a lista completa abaixo), segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), de R$ 600 mil e outros R$ 500 mil para o diretório do PSDB no Pará.

Além da ajuda para a campanha do ex-governador tucano Almir Gabriel, a Vale também doou para a atual governadora, Ana Julia Carepa (PT). A governadora do PT recebeu R$ 50 mil dos cofres da empresa logística da Vale.

Em 2006, apenas duas doações beneficiaram a candidatura derrotada ao governo do Rio Grande do Norte do atual presidente do Senado, Garilbadi Alves (PMDB), com R$ 200 mil. A outra doação fez parte da receita que elegeu a aliada do presidente do Senado no Rio Grande do Norte, a senadora Rosalba  Ciarlini (DEM). A senadora potiguar recebeu R$ 150 mil…”

 

ADENDO CLAUDEMIRIANO: é, pode até parecer saudosismo, afinal de contas sou filho e neto de ferroviários – como milhares de santa-marienses. Mas, e a privatização da Rede Ferroviária, ninguém vai falar?

 

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da reportagem “Simon quer “chama acesa” sobre venda da Vale”, de Lúcio Lambranho, no Congresso em Foco.

 

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