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Veja degradada. Ex-revista tenta assassinar reputação do delegado Paulo Lacerda

Já está disponível o 23º artigo-reportagem da série escrita por Luis Nassif, em que ele mostra como Veja, a maior revista do país se transformou em qualquer coisa parecida com lixo editorial. Com manipulação das informações (quando não a própria invenção), para atender a interesses que não o do leitor. Quem sabe dos seus dirigentes, ou da própria empresa que a edita.

 

Neste último texto, aliás atualíssimo, porque em cima da edição que está nas bancas, Nassif  escreve sobre mais uma tentativa de assassinar uma reputação ilibada. No caso, o ex-diretor geral da Polícia Federal e atual diretor da Abin, Paulo Lacerda, e que é reconhecido por sua capacidade e competência. O curioso, ou estranho, ou estapafúrdio, é que não faz pouco a própria ex-revista o considerava o baluarte da polícia brasileira. Mudou de idéia por alguma razão, com toda a certeza expúria. Luis Nassif conta muito bem essa história.

 

Acompanhe o artigo de Nassif que, com os demais já escritos e os ainda a ser publicados, devem se transformar em livro, segundo o próprio interesse do autor. A seguir:

“O assassinato do intocável – de como Paulo Lacerda passou de herói a inimigo

Na edição de 20 de outubro de 2004, Veja veio com uma capa bombástica: “Os Intocáveis, A guerra do grupo de agentes de elite contra o crime organizado e a corrupção na Polícia Federal”.

No dia 13 de agosto de 2008, a capa “Espiões Fora do Controle”, falando da mesma PF e dos mesmos métodos elogiados anteriormente.

O que mudou, quem mudou nesse período, a PF ou a polícia, Paulo Lacerda ou a Veja? O que levou a revista, nas últimas semanas, a montar uma típica operação de assassinato de reputação contra o delegado enaltecido pouco tempo antes? O que a levou a considerar como atentado aos direitos individuais o que era tratado, pouco antes, como uma guerra inevitável contra a corrupção?

Na última edição (de 3 de setembro de 2008) nova tentativa de assassinato de reputação de Lacerda, inteiramente calcado em um suposto grampo de conversa do Ministro Gilmar Mendes e de um senador da CPI de Pedofilia. Um grampo curioso, aliás, porque a conversa gravada é francamente favorável aos grampeados.

Bastou para que se imputasse a responsabilidade a Lacerda. É a palavra do autor da reportagem Policarpo Junior (leia a propósito os capítulos O araponga e o repórter e O método Veja de jornalismo) sobre o grau de confiabilidade dessas reportagens.

Um levantamento dos bastidores dessa relação de amor-e-ódio ajudará a entender melhor os métodos da revista e as mudanças pelas quais passou desde que, a partir de meados de 2005, começou a atuar decisivamente em favor de Daniel Danta

A capa de outubro de 2004 foi o ápice de um processo de aproximação da revista com a PF, logo após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Para essa aproximação, Veja contou com a relação histórica do repórter Policarpo Júnior – atual diretor da revista em Brasília e autor do último ataque a Lacerda – com delegados e agentes envolvidos, principalmente, na área de inteligência da corporação…

 

EM TEMPO: finda a leitura do artigo de Nassif, você talvez se dê conta de outra coisa. De como o “caso dantesco” abala a ex-revista Veja, enterrada até o pescoço nas falcatruas do grã-fino megraescroque Daniel Dantas. Como beneficiária ou aliada, você escolha. O fato é que uma publicação respeitada virou um esgoto.

 

 

SUGESTÕES DE LEITURA – Não deixe de conferir aqui a íntegra do texto “O assassinato do intocável – de como Paulo Lacerda passou de herói a inimigo”. No mesmo endereço você encontra todos os outros 22 capítulos já escritos por Luis Nassif, e que correspondem a um verdadeiro inventário de uma revista que já foi a de maior credibilidade do país e hoje é um simulacro, para dizer o mínimo. Ou, como tenho preferido escrever, uma ex-revista.

Leia também a aqui “Gilmar e Lula acertam encontro para discutir caso da Abin, informa assessoria”, de Carolina Pimentel, da Agência Brasil.

 

 

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