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Pai é quem dá amor e participa – por Ricardo Jobim

Qual é a lógica da paternidade? Por que alguns conseguem captar o valor divino do sentimento pai/filho e outros simplesmente não valorizam?

Conheço alguns casos onde o pai se separou da mãe e também dos filhos, como se começasse uma nova família do zero, fingindo não existirem os filhos da primeira união. É complicado. Como um homem pode ser tão diferente de outro? Se os insensíveis tivessem a mínima ideia de como um filho que se prepara para uma visita regulamentada por um Juiz) especialmente em ambientes de separação litigiosa), conta os dias pra poder passear com seu pai…

E muitas vezes eles não vêm. E também não veem que pra uma criança o tempo passa muito devagar, e que uma semana equivale a dois meses de adulto. Crueldade absurda.

E assim se criam os traumas familiares. Por falta de homem em casa.

O conceito de homem é simples. É conseguir ser gente o suficiente para ousar abrir o coração pro sentimento familiar, enfrentar todos os dias os problemas comuns do quotidiano, e ao mesmo tempo conviver com um medo terrível de perder tudo. Medo de morrer, de acidente na estrada, de doença, de que os filhos possam se meter em alguma situação que possa oferecer qualquer risco. Medo de não ter dinheiro pra poder oferecer uma vida digna. Medo de não segurar o rojão. Ter que renunciar às vaidades por algo maior.

Um pavor constante, que não é para meninos. Somente homens conseguem se expor emocionalmente, encarando com tensão constante as paranoias motivadas. Por que motivadas?

Simples. Quando se tem muito, se tem muito a perder.

É tanto que chegamos a desafiar a matemática.

Quem tem um filho, sabe o que é amor infinito.

Quem tem mais de um, consegue multiplicar o infinito por dois.

E nesse mundo de superficialidades, onde o ser se confunde com o ter ou exercer cargo dito nobre, onde as pessoas cada vez menos sabem quem são e para onde devem ir, conseguimos ter a certeza de que encontramos nossa razão de viver.

Parafraseando alguma citação feita pelo meu pai ou meu avô, estou certo de que “para alguns a grandeza lhes é grande demais”.

Pobres almas. Pobres covardes que não tem o direito que comemorar o dia dos pais.

Já que, para ser pai, é necessário ser homem de verdade.

Obrigado a meu pai que me ensinou isso e aos meus filhos que um dia, terei a ousadia de lhes ver nessa condição – o maior orgulho que a vida pode proporcionar.

Feliz dia dos pais a quem merece. A quem não merece, azar o seu. Não sabe o que está perdendo.

Quer um mundo melhor? Faça sua parte. Primeiro em casa.

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