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Pit Stop. Escreveria sobre Schirmer-Pimenta-Sandra. Mas vou publicar poesia. Saiba por quê!

A idéia era publicar duas notas sobre os últimos dias da campanha eleitoral. Assim como tenho feito, regularmente, nesses tempos cada vez mais pré-pleito.

 

Numa, o assunto seria a estratégia da coligação Juntos por uma Santa Maria melhor, liderada pelo peemedebista Cezar Schirmer. Se diria aqui da constelação de estrelas externas usadas em vídeo para ajudar o candidato, inclusive o aparecimento – só agora, mas nunca tarde – de Nelson Jobim, o maior nome nacional do PMDB de Santa Maria, que começou a declarar seu voto em Schirmer na última sexta-feira. E também falaria do direito de resposta obtido pela coligação, sobre o depoimento de dona Roselaine.

 

Noutra, o tema seria o programa de televisão da aliança Santa Maria não pode parar, encabeçada pelo petista Paulo Pimenta. E focalizar especialmente as mensagens de ex-eleitores de José Farret, agora apoiando o deputado do PT. E também comentar o fato de o candidato estar aparecendo bastante, num claro indício de que isso é resultado das pesquisas qualitativas que estão sendo feitas.

 

Era essa a idéia. Não me sinto, porém, em condições de escrever sobre isso. Nunca, vou repetir, nuuuuunca, em 25 anos de coberturas eleitorais me senti tão constrangido (censura talvez seja uma palavra forte demais, mas quem quiser usá-la fique à vontade). Fiquei sabendo – não interessa a fonte, por favor, embora não seja nenhuma daquelas que todos imaginam – que uma ameaça jurídica pairava sobre este sítio. Não entendo que esteja me comportando diferente do que em qualquer outra eleição. Não entendo meeeesmo. Mas parece não ser o caso de muita gente, que não está pensando com o cérebro, preferindo se guiar pelo coração. Isso vai passar, imagino. Mas…

 

Só entendo que não vale a pena. Não mais. Pelo menos não pelas próximas 24 horas. Vou fazer uma parada. Conseguiram. Se era o que desejavam. Me dobro. Por um dia ao menos.

 

Até a manhã de amanhã, a única coisa que você lerá aqui, a partir do meio dia, são poemas. Dos melhores. Cinco de Bertold Brecht, outro tanto de Vladmir Maiacovsky. Dois poetas universais, embora nascidos alemão e russo, respectivamente. Por que eles? Porque representam meu sentimento de hoje. E vou parar por aqui. Desculpe. Me entenda, caro leitor. Páro 24 horas, para não ficar fora de permanentemente.

 

 

EM TEMPO, e só para constar, já que uma coisa, com certeza, nada tem a ver com a outra. Há três candidatos a prefeito de Santa Maria. Em Sandra Feltrin nunca votei, inclusive porque esta é a primeira eleição dela. Em Cezar Schirmer e Paulo Pimenta já depositei meu voto. Nunca me arrependi. Espero que isso não esteja acontecendo agora

 

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