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PRÓ-DILMA. Manifestação contra o impeachment movimentou o Centro, no início da noite desta sexta

Multidão se manifestou contra o impeachment de Dilma, no ato desta sexta, no centro
Multidão se manifestou contra o impeachment de Dilma, no ato desta sexta, no centro

Por ATÍLIO ALENCAR (texto e fotos), Especial para o sítio

Por volta das 18h da tarde dessa sexta-feira, uma pequena multidão começou a colorir a praça Saldanha Marinho de vermelho. Convocada por coletivos locais integrados à defesa do governo de Dilma Roussef e o ministro recém-empossado, Lula da Silva, a manifestação foi ganhando corpo, talvez não por coincidência, após o horário comercial. Aos poucos, a praça foi sendo tomada por um público humanamente diverso (destaque para a significativa participação feminina, que provavelmente ultrapassou o número de homens), embora formado majoritariamente pela militância organizada de estudantes, partidos de esquerda e sindicalizados.

Mulheres talvez tenham sido a maioria no ato
Mulheres talvez tenham sido a maioria no ato

Desde cedo, uma bateria improvisada dava o tom clássico das manifestações de esquerda, com direito ao microfone passando de mão em mão e discursos inflamados em defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores, das comunidades periféricas e do Estado de Direito. Em certa altura, após as falas empolgadas de militantes identificados com o Partido dos Trabalhadores, o deputado estadual Valdeci Oliveira tomou a palavra para reforçar a importância de se garantir a legalidade e o cumprimento do mandato da presidente Dilma Roussef, chamando a atenção para os interesses obscuros envolvidos na campanha pró-impeachment.

Manifestação também foi à rua do Acampamento
Manifestação também foi à rua do Acampamento

Após a concentração, a marcha tomou a Rua do Acampamento em direção à José Bonifácio, contando com um aparato organizativo que tratou de controlar o fluxo dos carros, ora barrando o trânsito, ora reorientando o ritmo do tráfego nas ruas centrais. Sempre aos gritos de “Não vai ter golpe!” e outras palavras de ordem coerentes com o repertório político da manifestação, a manifestação despertou a curiosidade dos moradores, que demonstravam simpatia ou repúdio com bandeiras nas janelas.

Quando a marcha dobrou a Professor Braga, a massa já somava cerca de 2000 pessoas. Apesar do protesto de alguns motoristas na altura do cruzamento entre as ruas José Bonifácio com a Professor Braga, a marcha correu sem maiores incidentes, e dispersou após atravessar o calçadão Salvador Isaías – não sem antes uma parada estratégica em frente a um empreendimento cujo proprietário, líder das manifestações locais anti-corrupção, enfrenta atualmente processo judicial sob suspeita de sonegação tributária.

Ao final do ato, uma próxima manifestação foi convocada para o dia 31 de março.

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