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NÚMEROS. O cálculo das multidões, a eterna disputa entre os dados oficiais, da mídia, dos organizadores…

Os dados variam conforme  humores (e vontades) dos organizadores e podem ser enormes...
Os dados variam conforme humores (e vontades) dos organizadores e podem ser enormes…

Não adianta: os dados nunca batem. E, a rigor, por mais “técnicos” que sejam os instrumentos utilizados, na prática, como não há lugar marcado (caso de boa parte dos novos estádios de futebol, por exemplo), a margem para a dúvida persiste. E, objetivamente, difícil é acreditar em qual esteja certo – exceto, claro, “o nosso”.

Interessante material a respeito foi produzido pela Rádio Guaíba, acerca das manifestações acontecidas na capital – mas que vale também em relação aos atos ocorridos em Santa Maria. Vale conferir a reportagem assinada por Lucas Rivas. As fotos são do arquivo do sítio. Acompanhe:

Guerra de números em atos na Capital: BM e organizadores dizem se basear nas mesmas técnicas para chegar a números diferentes

… Estarão errados. Talvez não. Afinal, os números oficiais são invariavelmente contestados
… Estarão errados. Talvez não. Afinal, os números oficiais são invariavelmente contestados

Protestos realizados em Porto Alegre a favor e contra o governo federal já reuniram milhares de pessoas, desde o ano passado, em vias da Capital. Após as manifestações, porém, o número total de público divulgado pelos organizadores jamais corresponde ao que é computado pela Brigada Militar. Em função da discrepância, a reportagem procurou elucidar o método de contagem, em cada situação.

Nessa quinta-feira, um protesto realizado em defesa da democracia reuniu 80 mil pessoas em Porto Alegre, segundo a Frente Brasil Popular, uma das entidades que organizou o evento. Já a BM computou 18 mil manifestantes no maior ato a favor do governo até agora na cidade.

Já em 13 de março, a Brigada Militar contabilizou a presença de 100 mil pessoas na manifestação a favor do impeachment de Dilma. Na avaliação dos organizadores, porém, o público foi de 140 mil, conforme o Movimento Brasil Livre (MBL), no maior ato contra o governo.

O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Mario Ikeda, esclarece que a contagem é realizada com base em um critério técnico, levando em conta o número de manifestante por metro quadrado. A largura e comprimento das vias são levados em consideração para o cálculo estimado. “É através dessa metragem que fazemos a estimativa de quantos manifestantes há em cada evento”, explica.

Ikeda deixa claro que o número final de participantes nos eventos é aproximado. O comandante garante, ainda, que a Brigada Militar é apartidária, ou seja, não eleva nem rebaixa o número manifestantes conforme o organizador.

Mario Ikeda frisa ainda que o total computado visa exclusivamente avaliar o efetivo a ser empregado em cada protesto. Devido à proporção dos atos, o comandante do CPC revela, ainda, que recursos como google maps e drones passaram a ser usados para auxiliar na contagem.

O que dizem os organizadores

Conforme Abgail Pereira, da Frente Brasil Popular, a contagem de público também é embasada no método utilizado pela BM, ainda que repassada pelos policiais militares contratados pelo evento. Surpreendida com o número oficial divulgado ontem, ela ratificou que a contagem por metro quadro pode oscilar de uma a quatro pessoas.

Já a integrante do Movimento Brasil Livre, Paula Cassol Lima, explica que o método de contagem é o mesmo empregado pela Brigada Militar. Drones também passaram a ser empregados em Porto Alegre para informar, com maior precisão, o público presente. Em São Paulo, o MBL realizou estimativas de público com base nos IPs (localizadores) de telefones celulares, porém o resultado não foi fidedigno, uma vez que nem todos participantes tinham consido aparelhos de telefonia móvel, como crianças, por exemplo. Sobre a diferença entre os números divulgados pelos organizadores e pela Brigada Militar, Paula avaliou que o resultado repassado pela corporação não está tão distante do considerado “real” pelo movimento.”

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI.

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