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ELEIÇÕES. Então, os pequenos partidos dão seu grito de independência. Mas há uma razão bem pragmática

Pastor Jader (no púlpito), do SDD, será o representante do grupo e defenderá, ninguém duvida, uma pauta conservadora. Será protagonista (foto Feicebuqui)
Pastor Jader (no púlpito), do SDD, será o representante do grupo e defenderá, ninguém duvida, pauta conservadora. Será protagonista (foto Feicebuqui)

Houve quem se surpreendesse com a confirmação (que este editor INFORMOU há 45 dias, modéstia às favas) da dobradinha Jaderson Maretoli (mais conhecido como Pastor Jader), do Solidariedade, e Adão Lemos, do PSC. E há quem, agora, afirme se tratar apenas de uma chapa conservadora – e é, mesmo, por sua pauta evangélica e de direita, por conta de seus líderes nacionais Paulinho da Força, Jair Bolsonaro e Marcos Feliciano.

Tudo isso é verdade. São partidos pequenos, ainda que o PRB não seja tanto assim, e que pareciam condenados a ser apenas satélites das maiores siglas, muito melhor aquinhoadas com tempo de rádio e televisão e com a devida correspondência em votos, na boca do monte.

Mas há, é possível afirmar, conversando com um e outro, uma razão bem mais objetiva a ter levado a união do Solidariedade (SDD) e do PSC, com a adesão decisiva do PRB e da dupla dos minúsculos PTN e PTC. Qual? O pragmatismo eleitoral.

Afinal de contas, se tudo continuasse como era até a eleição passada, esse grupo se uniria, isoladamente, a um ou outro partido de ponta, ganhando uma ou duas vagas de candidato a vereador e ficaria à própria sorte, só entrando com o bônus, justamente o tempo de rádio e televisão e, eventualmente, os púlpitos para o proselitismo de outrem.

Agora, não. E a demonstração de força – cerca de 400 militantes do quinteto, reunido no Clube dos Petroleiros, na zona oeste, na noite de segunda-feira – deu a entender que há uma mudança de discurso. E de ação.

Reunião com cerca de 400 militantes, na noite de segunda, deixaram felizes as lideranças dos partidos menores na cidade (foto Feicebuqui)
Reunião com cerca de 400 militantes, na noite de segunda, deixaram felizes as lideranças dos partidos menores na cidade (foto Feicebuqui)

Os púlpitos e as ruas serão deles, e só deles. Assim como o tempo de trololó eletrônico vai garantir espaço suficiente para levar sua mensagem. Ganhar a eleição majoritária? É bastante improvável. Mas, com certeza, se o grupo for mantido unido, terá muito melhores condições políticas para negociar, num eventual segundo turno.

E, sobretudo, ganham a chance real de ter bancada na Câmara. Uma ou até, quem sabe, duas vagas. O que não é pouco. Para isso, todos juntos apresentarão 28 candidatos. Quem duvida da possibilidade de alcançar o quociente eleitoral e, talvez na sobra, conquistar duas cadeiras legislativas? Este analista, ao menos, considera possível. Muito possível. Bastante provável, até. Aguardemos!

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