Claudemir PereiraColunaPolítica

IMPRESSA. Na coluna desta segunda, a improvável, mas possível, ressurreição da greve na Universidade

Você confere a seguir, na íntegra, a coluna do editor do sítio, publicada na edição desta segunda, 17 de agosto, no jornal A Razão:

Na última assembleia, minoria era favorável. E agora? (foto Rafael Balbueno/Sedufsm)
Na última assembleia, minoria era favorável. E agora? (foto Rafael Balbueno/Sedufsm)

Ressurreição da greve na UFSM?

É improvável. Mas não impossível. Há quem talvez pretenda sugerir, na assembleia dos docentes da UFSM, marcada para a tarde de hoje, a possibilidade de adesão à greve nacional que, há quase dois meses, tenta sem sucesso convencer o governo a negociar além dos 21,3% de reajuste – divididos em quatro anos, a partir de 2016.

O discurso dos líderes da Seção Sindical, aliado ao do sindicato nacional, é de que a greve “se amplia a cada dia”. É fato. Afinal, são mais de dois terços das universidades paralisadas. Mas isso será suficiente para animar os docentes daqui, que se percebe não estão exatamente interessados em embarcar no que parece ser uma aventura. Do tipo alcançar “vitória moral e política”, ainda que sem as reivindicações atendidas.

É possível. Sempre é. Vai se saber no meio da tarde de hoje. Isso, claro, se a proposta for mesmo apresentada. A pauta fala em “avaliação do movimento nacional de greve”. Então…

SONHO DO PDT É…

Não é algo fácil. Basta ler a reportagem de final de semana, assinada pelo José Mauro Batista e pela Joyce Noronha, acerca do debate interno do PMDB, para perceber que o PDT não está exatamente nos planos de aliança do Palacete da SUCV – e dos principais nomes que ali têm gabinete, Cezar Schirmer e José Farret. Mas o sonho do PDT subsiste.

…UNIR O GOVERNISMO

O presidente pedetista, Miguel Passini, em papo com o colunista, deixou claro. A ideia é unir, em torno de Marcelo Bisogno, o arco possível de siglas hoje alinhadas com o governo. Será necessário, porém, gastar muito latim para que isso se concretize, é a avaliação do escriba. E talvez seja insuficiente.

POZZOBOM LUTA…

É inegável: Jorge Pozzobom “queimou seu filme” com lideranças dos trabalhadores da área de segurança pública, tanto civis quanto militares. Tudo por conta do voto favorável à Lei de Diretrizes Orçamentárias que restringe reajustes salariais das categorias, além de ameaçar o pagamento dos já aprovados.

…PARA ‘DAR A VOLTA’

Depois de o terem ignorado, líderes das categorias já falam com Pozzobom, que faz questão de afirmar sua posição contrária ao adiamento dos reajustes previstos para novembro e nos anos seguintes, no caso dos policiais civis. Na área militar, posição semelhante do vereador João Ricardo Vargas está ajudando a melhorar a relação com o deputado.

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