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UFSM. Assembleia docente rejeita paralisação no dia 16. Em vez disso, decidiu por um “dia de ocupação”

Por FRITZ R. NUNES (texto e foto), da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

A foto talvez ajude a explicar por que os professores da UFSM, na assembleia sindical desta terça-feira, decidiram não aderir à paralisação nacional da categoria
A foto talvez ajude a explicar por que os professores da UFSM, na assembleia sindical desta terça-feira, decidiram não aderir à paralisação nacional da categoria

A assembleia dos professores da UFSM definiu nesta terça, 31, pela manhã, que o dia 16 de junho, data indicada pela reunião do Setor das Federais do ANDES-SN como dia de paralisação em defesa da educação pública e contra o PLP 257/16, será transformada em “dia de ocupação” da instituição. O objetivo é fazer com que, ao invés de esvaziar a universidade, em seus vários campi, tanto professores como os demais segmentos, possam atuar com uma programação que permita discutir os problemas que afetam a educação do país. Uma reunião para organização do dia 16 deve ocorrer às 18h desta quarta, na Sedufsm. Uma das possibilidades já aventadas é a de convidar professores e estudantes da rede estadual que ocupam escolas para participar da mobilização.

Antes da tomada de decisão, vários professores se manifestaram em relação à conjuntura política e econômica do país. O presidente da Sedufsm, professor Adriano Figueiró, lembrou da gravidade que representa a tramitação do PLP 257/16, que se for implementado, gerará não apenas congelamento salarial, mas o desmantelamento dos serviços públicos em todos os níveis. Falou também sobre a proposta do governo interino, de Michel Temer, de desvincular para a educação e a saúde, os percentuais que hoje estão definidos em lei. E ainda enfatizou o processo de cortes de recursos tanto para custeio e investimento que estão abalando as Instituições Federais de Ensino (IFEs).

Para a professora Laura Fonseca, do departamento de Serviço Social da UFSM, é preocupante a desmobilização diante de um quadro conjuntural que ela considera preocupante, colocado em prática por um governo qualificado por ela como sendo “golpista”. Laura adjetivou como “vexatório” o fato de, na semana passada, o ministro interino da Educação ter recebido pessoas em seu gabinete sem a menor qualificação para falar sobre ensino, inclusive defendendo projetos descabidos como o “Escola Sem Partido”.

Greve geral

João Carlos Gilli Martins, professor aposentado do departamento de Matemática e vice-presidente eleito da Sedufsm, manifestou-se para afirmar que “discorda da tese do golpe”. Para ele, o que está ocorrendo no país é uma “briga entre grupos da burguesia” e acrescentou que a “democracia burguesa está mantida”, sem que haja similaridade com o golpe civil militar de 1964, alusão que havia sido feita por Getulio Lemos, atual diretor da Sedufsm. Gilli disse também ser contra a volta de Dilma Rousseff, por entender que o governo petista já vinha atacando a universidade e os trabalhadores, citando cortes de recursos que vinham ocorrendo desde 2015, e a lei antiterrorismo, aprovada pelo Congresso a pedido do próprio Executivo.

Na avaliação do professor e diretor eleito da Sedufsm, já é possível perceber uma disposição dos trabalhadores, inclusive dos docentes, em se mobilizar tanto pela questão dos cortes de recursos que vêm ocorrendo, como também pela questão salarial. Gilli defende que se construa uma pauta unitária dos servidores públicos, que pode se dar, por exemplo, em torno da volta do Regime Jurídico Único (RJU), hoje totalmente desfigurado…”

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3 Comentários

  1. Por isso um professor já sugeriu fazer essas assembléias via internet, aí quando todos estiverem em Buenos Aires ou Montevidéu no feriadinho esticado, poderão votar e participar palpitando à distância.

  2. Discurso para militantes. Basta dizer que tem que ser contra, não precisa apresentar motivos. PLP 257/16 trata do quê? Congelamento salarial? Desmantelamento de serviços públicos? “Estabelece o Plano de Auxílio aos Estados e ao Distrito Federal e medidas de estímulo ao reequilíbrio fiscal; (…)”.

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