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EDUCAÇÃO. Estudantes de escolas ocupadas foram à 8ª CRE para entregar resposta. Portão estava fechado

Manifestação dos estudantes, o “Ato em Defesa dos Direitos Estudantis”, reuniu dezenas de ocupantes de oito escolas da cidade
Manifestação dos estudantes, o “Ato em Defesa dos Direitos Estudantis”, reuniu dezenas de ocupantes de oito escolas da cidade

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e fotos), da Assessoria de Imprensa do CPERS/SM

“Não iremos desocupar nossas escolas”. É o que afirma o documento que os estudantes secundaristas tentaram entregar à 8ª CRE na tarde desta quinta-feira (9), em Santa Maria. Os jovens promoveram o Ato em Defesa dos Direitos Estudantis, que reuniu dezenas de adolescentes em uma caminhada até sede da entidade. Porém, ao chegar ao local, os alunos encontraram o portão de acesso trancado com cadeado.

Jornalistas que estavam de prontidão no local informaram que o acesso foi trancado pouco antes das 15h, quando iniciava a caminhada dos estudantes. Como não foram recebidos por ninguém, os jovens afixaram o documento no muro e no portão de acesso. No informe, eles reivindicam a retirada de tramitação do projeto de lei 44/2016.

“O Estado não pode fugir da sua responsabilidade com a educação pública. E o PL 44/2016 passa a responsabilidade do Estado para empresas privadas. Isso contraria a constituição de 1988”, alegam na nota.

O informe também ressalta que os alunos presentes nas ocupações não são influenciados pelos professores.

“Aprendemos a reivindicar nossos direitos com nossos educadores de tal forma que, se os professores voltarem da greve, não iremos desocupar as escolas sem que tenhamos uma garantia de que nossas pautas serão atendidas”.

Os alunos ainda sinalizam que o Estado não tem o direito de escolher onde ocorre a manifestação. “Estamos dentro do espaço público que é nosso por direito. Infelizmente os governantes esqueceram que trabalham para nós”.

Alunos que foram à 8ª Coordenadoria Regional de Educação deram com o portão trancado a chave. Precisaram improvisar
Alunos que foram à 8ª Coordenadoria Regional de Educação deram com o portão trancado a chave. Precisaram improvisar

Os jovens estavam acompanhados pelo professor da Escola Cilon Rosa, Gilmar Corrêa, que lamentou a falta de diálogo do governo do Estado.

“Os estudantes estão denunciando tanto o sucateamento quanto a privatização das escolas. O governo diz que está aberto à negociação, mas ao chegar aqui encontramos um cadeado no portão”, destacou.

Em Santa Maria, oito escolas estão ocupadas pelos estudantes: Cilon Rosa, Augusto Ruschi, Margarida Lopes, Tancredo Neves, Olavo Bilac, Maria Rocha, Walter Jobim e Manoel Ribas (Maneco).

Na região, a Escola Bom Conselho, em Silveira Martins, e o Colégio Estadual São Sepé, em São Sepé, também seguem ocupados pelos alunos.

CLIQUE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DA CARTA-RESPOSTA DOS ESTUDANTES À 8ª CRE

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Um Comentário

  1. Cascata do primeiro ao quinto.
    PL 44/2016 replica a lei federal 9.637/98.
    Não são influenciados pelos professores? “Aprendemos a reivindicar nossos direitos com nossos educadores…” Quem são os “educadores” então?
    “Estamos dentro do espaço público que é nosso por direito. Infelizmente os governantes esqueceram que trabalham para nós”. “Nosso” de quem cara pálida? “Nós” quem cara pálida? Governo perde tempo, deveria ter tomado as medidas judiciais de direito.

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