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A regra. Mídia grandona (e a que se acha) acusa e processa. E, claro, condena. Provas? Pfff..

É cada vez mais comum, nos dias que correm, a mídia grandona (e a que se acha) resolver que tal assunto é o que interessa ao seu ouvinte, leitor, espectador. Nada diferente do que sempre. E nem sempre condenável, preciso conceder. A diferença é que, ao lado da boa intenção, há um horrível senso de onipotência que provoca erros e injustiças (na melhor) e intenção deliberada de sacanear (na pior hipótese). Lamentavelmente, percebe-se com facilidade, até mesmo fraudar a verdade factual (factual, repita-se) para atingir objetivos. Que não são necessariamente os da sociedade, mas, com certeza, pertencem à categoria de “fatos e resultados” que interessam à própria mídia.

 

Os exemplos são vários. Noutras épocas, passariam batido. Não mais. São em cada vez maior número os profissionais com espaço para tratar disso, inclusive para desmistificar a mídia grandona (e a que se acha). Nem vou falar por mim, que sou corumilha. Mas, por exemplo, vale muito a pena ler o que escreve o Carlos Brickmann, que regularmente reproduzo aqui. Experiente, com passagens de sucesso pelos grandes veículos de comunicação, é hoje colunista do site especializado Observatório da Imprensa. Confira o que publica esta semana no “Circo da Notícia”:

 

“TÍTULOS DECISIVOS – O sujeito é safado, mesmo que não seja

O título condena: “Walfrido agrega a seus bens R$ 23,5 mi nos últimos 2 meses”. Walfrido é o ministro da Coordenação Política, Walfrido dos Mares Guia, do PTB mineiro, e neste momento está sendo acusado de participação no mensalão tucano, o dinheiro de Marcos Valério que irrigou a campanha de Eduardo Azeredo, do PSDB, ao governo de Minas (com o petebista Walfrido na vice).

A leitura óbvia do título é que o ministro andou pegando algum, à sorrelfa, e há pouco tempo. Leia-se o texto, e é diferente: o ministro vendeu ações de uma de suas empresas no valor de 23,5 milhões de reais. Uma operação legal, registrada, com preços de mercado, nada de suspeitas, tudo direitinho.

Mas, como todos sabemos, o título tem mais leitura do que o texto…”

SUGESTÃO DE LEITURA – confira aqui a íntegra da saborosíssima coluna “Circo da Notícia”, de Carlos Brickmann, no Observatório da Imprensa.

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