RETROSPECTIVA. E então, de repente, Arigony tinha na chefia quem ele indiciou - 3ª nota mais lida do ano

RETROSPECTIVA. E então, de repente, Arigony tinha na chefia quem ele indiciou – 3ª nota mais lida do ano

RETROSPECTIVA. E então, de repente, Arigony tinha na chefia quem ele indiciou - 3ª nota mais lida do ano - retro-3

“Inclusive essa coligação que tem o Schirmer me convidou pra concorrer com eles. Não digo que virei a página da Kiss, porque a página da Kiss nós não vamos conseguir virar nunca. Mas nessa questão dos enfrentamos, estou de alma leve. Quero fazer meu trabalho como sempre”

Na madrugada de 11 de setembro, o site reproduziu a entrevista publicada originalmente no jornal A Razão, com o delegado de polícia Marcelo Arigony. Havia um motivo específico para isso: afinal, dias antes assumira o cargo de secretário estadual de Segurança Pública o agora ex-prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer. Ele se transformava em chefe do delegado que o havia indiciado por conta da tragédia da Kiss.

Naturalmente, e pela importância óbvia, a postagem teve tamanha audiência, que acabou por se transformar na terceira nota mais acessada do www.claudemirpereira.com.br, neste ano de 2016. Vale até reler, se você desejar. A seguir:

SEGURANÇA. E, de repente, Schirmer vira o chefe do Delegado de Polícia que o indiciou. Isso significa algo?

Por MAURÍCIO ARAÚJO (texto) e DEIVID DUTRA (foto/Arquivo), no jornal A Razão

Marcelo Mendes Arigony é, há 17 anos ,delegado da Polícia Civil, tendo por quatro anos e meio comandado a Delegacia Regional de Santa Maria. À frente dela, investigou a maior tragédia do Rio Grande do Sul: o incêndio da Boate Kiss. Atual titular da 2ª Delegacia de Polícia, Arigony conversou com a reportagem do Jornal A Razão na tarde de quinta-feira, e falou por cerca de 45 minutos sobre o aumento da criminalidade no Estado e as medidas que podem ser buscadas para enfrentar a crise na segurança pública.

O delegado também não se esquivou de perguntas polêmicas, como sua relação com o ex-prefeito Cezar Schirmer, novo secretário estadual de Segurança Pública. Inclusive afirma que, se fosse convidado a integrar a equipe da Segurança, sentaria e conversaria com o titular da pasta. Apesar da relação estremecida entre os dois – em desdobramentos da investigação do caso Kiss, o nome de Schirmer foi relacionado no inquérito da polícia – o delegado afirma que é preciso união para combater o aumento da violência no Rio Grande do Sul. Arigony também falou sobre sua saída da Delegacia Regional, reconhecendo que uma das motivações foi sua atuação no caso Kiss.

Convidado para concorrer a um cargo político por várias legendas nesta eleição – entre elas pelo menos uma da coligação apoiada por Schirmer –, ele destaca que até pensou no assunto, mas acredita que não era hora e que pode fazer ainda mais pela polícia.

Doutorando em Administração na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), na linha de gestão organizacional, com viés na segurança, o delegado acredita que a sociedade está doente. Para ele, as medidas adotadas até agora são insuficientes, e o remédio tem que ser muito mais forte para frear o descontrole da violência…

 O CASO KISS E OS DESDOBRAMENTOS DA INVESTIGAÇÃO

A Razão: Então como ficou após o caso Kiss?

Arigony: O que aconteceu. Falamos que a polícia ia esclarecer tudo que tinha que esclarecer. E foi o que fizemos. Todas as circunstâncias que achamos que tivessem relação com o evento foram trazidas para o inquérito. O prefeito não foi a indiciamento, pois há uma dúvida se prefeito pode ou não ser indiciado. Então pegamos cópia do inquérito e mandamos para o Tribunal. É diferente, é um apontamento…”

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