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MÁQUINAS. CPI descobre que relatório de comissão especial sobre leilões foi ignorado no governo passado

Na reunião da CPI, quinta passada, vereadores ficaram indignados ao constatar que apontamentos de relatório da comissão especial não tiveram continuidade na Prefeitura. O grupo anterior, em 2016, era composto por um petista, um demista e um tucano

Por MAIQUEL ROSAURO (texto e foto), da Equipe do Site

A CPI do Parque de Máquinas realiza esta semana suas primeiras ações oficiais para entender como ocorreu o sucateamento do maquinário do Município. Uma das metas é averiguar como se sucederam os leilões da Prefeitura, uma vez que existem denúncias de irregularidades no processo. Todavia, esta mesma investigação já foi realizada pelo Legislativo e seus apontamentos foram “engavetados” no Executivo.

Ano passado, foi constituída a Comissão Especial de Acompanhamento do Processo Licitatório de Leilão de Bens Inservíveis, formada pelos vereadores Daniel Diniz (PT), presidente; Manoel Badke (DEM), vice-presidente; e João Chaves (PSDB), relator.

A comissão descobriu, por exemplo, que uma motoniveladora de origem chinesa que estava na manutenção encontrava-se em perfeitas condições. Além disso, a máquina não possuía licença para uso. A investigação também aponta indícios de irregularidades quanto a contratação de prestadores de serviços para a manutenção das máquinas.

Ao final do relatório, datado de 25 de agosto de 2016, o então vereador João Chaves sugere que toda a documentação que a comissão especial teve acesso seja encaminhada a “Corregedoria do Município e ao Ministério Público Estadual, a fim de que tomem as medidas que entenderem cabíveis enquanto órgãos fiscalizadores”.

Porém, na reunião da CPI realizada na quinta-feira (27), os parlamentares descobriram que este encaminhamento não ocorreu. O relatório foi apenas anexado à Sindicância aberta pela Prefeitura em dezembro de 2016 para investigar a situação do Parque de Máquinas.

“É gravíssimo. Todo um trabalho parlamentar foi feito e não foi encaminhado”, afirma o relator da CPI do Parque de Máquinas, Marion Mortari (PSD).

De acordo com o presidente da comissão especial, Daniel Diniz, o trabalho dos parlamentares foi pouco divulgado à época devido ao período eleitoral. Contudo, ele lamenta o fato de a Prefeitura ter ignorado os levantamentos.

“Tinha que ser levado para frente. A Prefeitura tinha o dever, à época, de dar continuidade à investigação”, ressalta Diniz.

O site solicitou aos parlamentares e teve acesso ao relatório (abaixo, a capa do documento). Para ler, EM PRIMEIRA MÃO, CLIQUE AQUI.

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