GREVE. Educadores estaduais ocupam sede da 8ª CRE contra a continuidade do parcelamento de salários

GREVE. Educadores estaduais ocupam sede da 8ª CRE contra a continuidade do parcelamento de salários

GREVE. Educadores estaduais ocupam sede da 8ª CRE contra a continuidade do parcelamento de salários - Chegada-à-8ª-CRE

Chegada dos educadores à sede da 8ª CRE, na tarde dessa sexta-feira (15). Foto Maiquel Rosauro

Por Maiquel Rosauro / Assessor de imprensa do 2º Núcleo do CPERS/Sindicato

Educadores estaduais de Santa Maria e região ocuparam a sede da 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE) na tarde dessa sexta-feira (15). O ato durou 2h10min, simbolizando os 21 meses consecutivos de salários parcelados.

“Estamos aqui na 8ª CRE marcando os 21 meses de parcelamento, descaso, incompetência e falta de coragem em dividir esta crise por igual no Estado do Rio Grande do Sul”, explicou o diretor geral do 2º Núcleo do CPERS/Sindicato, Rafael Torres.

Desde que a política de pagamento parcelado teve início, apenas os servidores vinculados ao Executivo estadual são penalizados. Em reunião realizada quinta (15), em Porto Alegre, entre governo e CPERS, ambas as partes não chegaram a um consenso.

“O CPERS/Sindicato não se curva a qualquer tipo de governo, nós não morreremos ajoelhados, nós aqui estamos defendendo o interesse do trabalhador e da trabalhadora. Hoje mais de 6 mil alunos estão sem aulas e de quem é a culpa? É do incompetente José Ivo Sartori, que paga auxílio moradia de mais de R$ 4 mil em dia e deposita R$ 350 na conta dos professores. O ano letivo das escolas estaduais está ameaçado e culpa é da política nefasta representada por Sartori e todos os seus comparsas na Assembleia Legislativa”, afirma Torres.

Durante o ato, os responsáveis pela 8ª CRE comprometeram-se a não perseguir e a não aplicar nenhuma sanção contra educadores grevistas. A semana na região Central do Estado terminou com 53 escolas em greve (confira abaixo). A paralisação teve início em 5 de setembro e não tem data para ser finalizada.

Quadro da greve na área de abrangência do 2º Núcleo do CPERS/Sindicato, na sexta-feira (15):

Santa Maria
Totalmente paradas:
Cícero Barreto
Margarida Lopes
Dom Antonio Reis
Walter Jobim
Xavier da Rocha
Prado Veppo
João Link Sobrinho
João Belém
Marechal Rondon
Padre Caetano
Edna May Cardoso
Maria Rocha
Ciep Paulo Lauda
Cilon Rosa
Gomes Carneiro
Castelo Branco
Coronel Pillar (aulas apenas para os anos iniciais)
Manoel Ribas
Total: 18

Parcialmente paradas:
Augusto Ruschi
Princesa Isabel
Érico Veríssimo
Marieta D’Ambrósio
Edson Figueiredo
Celina de Moraes
Paulo Freire
Reinaldo Cóser
José Otão
Romulo Zanchi
Olavo Bilac
Santa Marta
Yvyra’Ja Tenondé Vera Miri
Augusto Opè da Silva
Boca do Monte
Tancredo Neves
Total: 16

Aula normal:
Arroio Grande
Tiradentes
Naura Teixeira Pinto
Julieta Balestro
Humberto de Campos
Almiro Beltrame
Total: 6

Total de escolas em Santa Maria: 40
Total de escolas atingidas pela greve: 34

 

Região:
São Martinho da Serra
Lélia Ribeiro – Total

São Sepé
Ciep – Parcial
Leonardo Kurtz – Total
São Sepé – Total
Reinoldo Block – Total

São Pedro do Sul
Hilda Kotz – Total

Silveira Martins
Bom Conselho – Parcial

Dilermando de Aguiar
Rocha Vieira – Parcial

Formigueiro
Olivia Lorentz Schumacher – Total

Júlio de Castilhos
Dolores Paulino – Parcial
Miguel Wairich Filho – Total

Faxinal do Soturno
São Domingo Sávio – Total
Dom Antonio Reis – Total

Ivorá
Padre Marcelino Copetti – Total

Nova Palma
Tiradentes – Total
Escola Padre João Zanella – Total

Cacequi
São Pedro de Alcântara – Parcial

Pinhal Grande
Rui Barbosa – Total

Quevedos
Dom Pedro I – Total

Total de escolas atingidas pela greve na região: 19
Totalmente paradas: 14
Parciais: 5

 

Resumo da greve no 2º Núcleo
Total de escolas na área de abrangência (18 municípios): 92
Escolas atingidas pela greve: 53
Escolas paradas: 32
Escolas com atividades parciais: 21



2 comentários

  1. O Brando

    Sempre tentando utilizar a ignorância da população. Auxílio moradia sai do orçamento do judiciário e do ministério público, ou seja, dos duodécimos. Sindicalistas, vermelhinhos, petistas, o nome que seja, só muito trouxa para acreditar.

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